É uma plataforma de Gaming por streaming, servida por um hardware poderoso e capaz de qualidade de próxima geração.
A Google acaba de anunciar a sua entrada no mercado dos videojogos. Entrará como uma plataforma de streaming, e concorrerá assim com todas as outras empresas que já anunciaram ou deram a entender que entrarão igualmente neste mercado.
As especificações do hardware que equipará os servidores são o ponto forte do serviço, e apesar de não serem exactamente aquilo que poderíamos chamar de topo, batem claramente as das actuais consolas, bem como as especificações do hardware que a Microsoft está a usar na sua Xcloud.
O serviço será apoiado em mais de 7500 localizações que a Google possui espalhadas pelo mundo, e que podemos ver na imagem que se segue:

A google refere ainda que o ser serviço será lançado com suporte 4K, 60fps, HDR e Som surround, mas que no futuro o serviço poderá ir aos 8K, e 120 fps (aqui não é claro se os dois em simultâneo, ou se apenas um ou o outro). O sistema operativo será o linux e o API o Vulkan, o que poderá ser uma benesse para a PS5 que usará igualmente este software.

A aposta da Google é claramente superior à da Microsoft que, de acordo com uma recente entrevista à Eurogamer, decidiu iniciar-se pelo suporte Android, pretendendo assim no início oferecer um suporte 1080p.
Ora naturalmente que a proposta da Google requer um hardware bem potente, bem mais potente do que o da Microsoft instalou na sua futura XCloud, e que usa nos seus servidores o mesmo hardware das suas consolas Xbox One S.
Vamos recapitular e analisar as especificações referidas pela Google:

CPU
- Processador x86 alterado, a 2,7 Ghz, com Hyperthread e suporte AVX 2
A Google optou por não dizer quem é o fabricante do CPU que usará, sendo que há uma série de especulações sobre o mesmo.
Durante a apresentação, numa das legendas de tradução chegou mesmo a aparecer o termo “CPU Intel”, mas no entanto, esse termo não foi nunca usado no palco pela Google. A dúvida fica no entanto por dois outros motivos, o facto de a Google ter apenas referido a AMD como parceira no seu GPU (o que pode ter sido um lapso), bem como pelo uso no slide de cima do termo Hyperthread, uma tecnologia Intel (o equivalente do Hyperthread na AMD denomina-se SMT).
O suporte AVX2 não ajuda a esclarecer qual o CPU pois tanto os CPUs AMD como Intel recentes já o suportam.
Há no entanto tambem um conjunto de factores que parecem apontar para o CPU ser AMD, e da nossa parte estamos mais inclinados a acreditar nessa hipótese, quanto mais não seja por uma questão de coerência.
O primeiro factor prende-se com a indicação do AVX2. A tecnologia AVX, neste caso na versão 2, é uma aceleração vectorial de grande interesse para os videojogos. Mas o AVX é acima de tudo interessante pelo suporte AVX 512, uma tecnologia que já falamos aqui, e que a AMD não suporta directamente, mas a Intel sim. Nesse sentido, caso o CPU fosse Intel faria mais sentido falar em AVX 512 do que verdadeiramente do AVX 2.
Outro factor prende-se com a lista de parceiros que a Google apresentou num seu slide, e onde, como podem ver, a Intel não está presente.

Aqui poderíamos especular que o CPU usado não é muito referido por ele não fazer parte do hardware de cada rack. Eventualmente a Google poderá estar a usar algo como um ou dois CPUs Epyc que servem conjuntos de GPUs nas Racks. Tal situação permitiria a execução de várias instanciar de jogos em simultâneo, mas igualmente a partilha de mais GPU para um único jogo, explicando assim os 8K 120 fps.
A cache usada parece apontar o uso de CPUs Epyc 24 cores, 48 Threads, com 8 instâncias de 3 núcleos, 6 Threads cada.
Mas esta parte é especulação da nossa parte!
GPU
Para o GPU várias fontes afirmam que a Google optou por um GPU Vega devidamente alterado, com 56 CUs, capaz de debitar algo como 10,7 Tflops. Isto implica uma frequência de relógio perto dos 1495 Mhz, ou seja, mais elevada que a usada nos GPUs Vega da AMD.
É uma performance ao nível do esperado numa nova geração, mas que poderá ter ficado aquém do possível pelo uso da arquitectura Vega.
O motivo pelo qual a Navi não foi a arquitectura escolhida é uma questão que fica no ar. Teria sido porque a Google precisava de entregas da AMD para ir criando servidores, ou por outro motivo qualquer? Seria interessante saber-se uma resposta a esta pergunta.
Perante as expectativas para o hardware das consolas Xbox Next e PS4, este GPU não é exactamente estrondoso. Será, na pior das hipóteses, semelhante ao usado por essas consolas.
Memória:
A Google anunciou uma memória total de 16 GB de memória HBM 2.
A escolha do HBM 2, apesar de poder ter sido por uma questão energética, parece confirmar que o GPU será efectivamente Vega. Apesar da benesse energética da HBM2, o seu custo só justifica perante uma necessidade, e sendo que a Vega foi construída em torno da HBM2, a sua escolha tornar-se-ia uma necessidade.
Onde se percebe claramente que a HBM2 não parece ter sido uma escolha, mas uma necessidade é na largura de banda anunciada de 484 GB/s, um número que é apenas 160 GB/s superior ao apresentado pela Xbox One X, e que poderá revelar-se extremamente limitativo com resoluções 8K e mais ainda se estas pretenderem atingir os 120 fps. Este é aliás mais um motivo que nos leva a acreditar na possibilidade de CPUs Epyc que gerem mais do que um GPU pois somente os recursos de 2 GPUs se pode garantir a largura de banda para essas resoluções fps.
16 GB poderá não soar exactamente a muito, especialmente para 8K, mas convenhamos que aqui não existirão outros recursos a correr, e caso haja partilha de conteúdo de racks, estes 16 GB podem aumentar em pedaços de outros 16 GB.
Preço, disponibilidade e jogos
A apresentação da Google pode ter impressionado pelas especificações face ao que é o hardware das actuais consolas e PCs. Mas pecou de forma quase fatal por não ter abordado aquilo que é realmente importante. Os jogos!
A Google aqui dá um tiro no pé, fazendo lembrar a Microsoft de 2013 com a sua apresentação da Xbox One, a consola que domina a TV, e negligenciando os jogos.
Mas a realidade foi essa. A Google apresentou o seu serviço de jogos, falou de resoluções de hardware, mas de jogos… nada!
Não indicou o preço do serviço, não indicou quando estará disponível, e nem que jogos poderá vir a ter, e com que exclusivos poderemos contar. NADA! ABSOLUTAMENTE NADA!
Basicamente, consideramos que estas falhas são demasiadamente graves. Um serviço de jogos ou é para os jogadores e se preocupa com os jogadores, mostrando o que estes podem esperar, quando podem esperar, os jogos que podem jogar e o preço que vão pagar, ou então são mero show off, uma mostra de uma forma de se tentar ganhar dinheiro aos investidores, com especificações, mas nada de palpável.
E isso foi o que foi visto foram algumas provas de conceito, mas nada mais…
E para já ficamos por aqui. Falaremos mais sobre o Stadia noutras ocasiões.
Pela analise da digital foundry, no boot da google na GDC o servico e utilizavel ate 15 mbps, possui resolucao dinammica entre 1080p e 720p correndo mais estavel a 1080p 30 fps a 200 mbps. No entanto ha suspeitas de resolucao dinamica com artefactos no ecra a serem detectados em grandes ecras, em AC Origins . A digital foundry garante que as condicoes nao eram controladas.
A performance e, na minha opiniao aceitavel, e rivaliza com as atuais consolas para titulos mais lentos (resta ver como se porta). Mas sinceramente, poderemos estar perante perda de qualidade de imagem face as consolas da mesma forma que temos perda de qualidade de imagem no youtube hoje em dia.
E o pior, e que a qualidade de internet requerida para o funcionamento do mesmo nestas condicoes, e muito alta o que deixa de lado os planos de cartoes SIM e requer ligacoes wi-fi. Ou seja, o fator portabilidade vai a vida, requerendo ligacoes de alta qualidade.
Ainda mais estranho, e que a Google promete o lancamento para finais deste ano, mas a performance nesta altura esta longe dos 4K 60 fps HDR garantidos nas apresentacoes (o que me faz suspeitar de solucoes a la youtube, com compressao de imagem).
O pior e que continuo a ver sonhadores por esses foruns fora a defenderem que os jogos serao gratuitos. Se nem filmes e series sao gratuitos, quanto mais os jogos…
O facto de a Google não ter apresentado preços é preocupante, e mostra a realidade das coisas. Todos querem isto, mas nenhum sabe como pode fazer isto rentabilizar. Daí que o preço fica por dar, esperando que outro avançe primeiro com eles pois nesta fase o que importa é matar a concorrência, uma vez que estes serviços só podem ser viáveis com algum monopólio.
Mas os serviços ainda nem entraram em vigor, e os devs não associados a grandes editoras já estão preocupados. Segundo Mike Rose da Nonamerobots, e que link abaixo, ele já foi contactado por mais de 12 empresas que tencionam entrar neste negócio, para colocarem lá o seu jogo.
Mas não é só o grande número que o preocupa, pela divisão do mercado, é igualmente o facto que elas querem pagar pelo uso do jogo e não pelo jogo em si. Isso quer dizer que os jogos com pouco uso não recebem, o que mata o single player e aposta no conteúdo libertado no tempo para prender as pessoas. Um pouco como o Netflix faz com as séries em vez de filmes.
https://mobile.twitter.com/RaveofRavendale/status/1093168294784319489?ref_src=twsrc%5Etfw%7Ctwcamp%5Etweetembed%7Ctwterm%5E1093168294784319489&ref_url=https%3A%2F%2Fs9e.github.io%2Fiframe%2F2%2Ftwitter.min.html%231093168294784319489
Tudo isto é preocupante para o futuro. Os jogos Indie morrem porque poucos os jogam. Depois vão-se os single de poucas horas. Depois os single de mundo fechado, e por aí fora.
Mesmo no que toca a criadores, os indie vão-se porque deixam de fazer dinheiro, depois os grandes que tenham um flop. Enfim, isto vai mudar toda a industria, e não só do software, mas igualmemte do hardware. As consolas morreram, e estamos a ver as novas a nascerem moribundas. Mesmo com um boicote dos gamers conscientes a estes serviços, os incoscientes vão matar a coisa, poderá demorar mais ou menos tempo, mas é inevitável.
O conceito de se dar ao gamer aquilo que ele quer, basicamente morreu. Agora as empresas impingem aquilo que elas acreditam ser bom para elas. Depois é um pouco como com o turismo. Vais a uma zona turistica almoçar e comes terrivelmente mal, pagando caro. Mas dado que o que não falta são clientes, o agradar fica para trás, importa é o ir buscar dinheiro. E isso é o que temos aqui com estes serviços. Metes uma boa foto e promessas para chamar o cliente. As consequências que isso possa ter depois na qualidade do produto é irrelevante pois o cliente já lá está. É o colocar o interesse da empresa à frente de tudo.
Como é que se entende possível uma apresentação como a da Google? Quando se criticou a sony por não apresentar a caixa da consola, a Google faz uma apresentação sem preços, sem data e sem jogos?
Quantos artigos já leste hoje a dizer isso? E quantos leste sobre a falta da caixa da PS4 no dia a seguir à apresentação?
O mercado guia-se por interesses económicos, os media não são imparciais e activos, não agem na defesa do consumidor. Nesse aspecto tenho muito orgulho em ter aqui esta pequenissima ilhota no meio do universo, onde ainda falo livremente e defendo o que acredito ser o correcto. Vai contra o que está instituido sim, acusam-me de fanboy, sim. Mas ao menos tenho consciencia que estou a defender o que gosto e não a ser mais um carneiro no meio das redes sociais e das lavagens de cérebro que se fazem por aí.
Mario em meio a isto, sou capaz de abandonar o barco do mundo dos games. Tudo vai depender do que a Sony ira fazer, se apostar no tradicional estou dentro na próxima gen se não, deixo o mundo dos games, tenho 25 anos e a indústria aproximadamente se aproxima pra entrar num monopólio tremendo. A Google por não ter falado preços é preocupante, a ideia que passa é que vai ser um serviço caro, outra coisa preocupante é o criador de games, como eles esperam ter lucro nos seus games se vão para esses serviços com media de 10 euros mês e já estou a ser simpático com o preço, fora que para esses serviços serem atrativos têm que ter os lançamentos regulares como as consolas, ora para esses games serem rentáveis esses serviços tem que ser mais caros para pagar as publicadoras e prevejo entre 30 até 40 euros por mês, fora que para se usufruir do potencial maximo do serviço é preciso ter uma internet mostra, e mesmo eu com os meus 100 megas iria ter dificuldades jogar games.
Espero que esses serviços sejam uma opção e não uma obrigação, porque se for obrigação eu estou fora e como eu a pensar assim ah muitos. 😣😭
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Mário, deixo aí assinado meu nome embaixo.
Talvez essa concorrência, com todos querendo perder dinheiro para conseguir o monopolio acabe por falir todos.
Vai ser bem diferente do netflix, que durou alguns anos sozinho no mercado… Enquanto o stream já tem Nvidia, Sony, MS, Google
Mário só um pequeno à parte, se reparares bem, um dos que apresentou a press da Google foi o Phill Harrisson, o mesmo que estava na Sony e que além de ter dito que a vibração era coisa da geração passada, foi dos primeiros a dizer que o SP estava morto, isto no inicio da geração passada, não admira que a Sony corresse com ele e para o seu lugar fosse o Yoshida que ainda conseguiu salvar essa geração e que tem feito um trabalho exemplar, mas repara que já nessa altura este tipo defendia algo que mais tarde convinha à Microsoft quando ele foi para a Xbox, e agora na Google, dá que pensar…
Quanto a esta Stadia, epá dispenso, não obrigado, se o futuro é isto, não, não e não, se não tiver escolha e no futuro for literalmente só isto, faço o mesmo que faço com o Netflix, um mês, dois no máximo e em alturas diferente do ano, e chapéu, se o sistema me quer explorar, então eu dou a volta ao sistema.
Eu nem diria que é uma questão do sistema querer explorar. É uma questão de a maior parte das pessoas não poderem ser exploradas. Se é certo que quem tem dificuldades para dar uma Playstation aos filhos pode gostar disto, a realidade é que quem dá uma consola com dificuldades tambem dá um jogo com dificuldades, e isso quer dizer que dificilmente vai gastar mais do que gastava antes com jogos, pois o dinheiro não lhe vai crescer.
Agora quem gastava muito… pode poupar muito. Infelizmente com um custo, o decréscimo de receitas e consequente perda de qualidade nos jogos.
Somente a adesão de grandes quantidades de pessoas pode contrariar isso, mas com tanta concorrência a anunciar a sua entrada em breve no negócio… Isto não dá para todos. Vai haver fragmentação, vai haver empresas a estourar, os indies a irem de vela, a inovação, os novos talentos que normalmente começam aí a desaparecerem. As vendas de hardware vão decair, a pesquisa vai decair.
Enfim… eu nem quero pensar. Não vejo nada de bom nisto… nada mesmo! Mesmo que do meio dos escombros saia um vencedor, o que ele ganha é um mercado destruído. Se tivemos um colapso dos videojogos em 1983, prepara-te… podemos estar prestes a entrar noutro! E se isso acontecer este vai ser bem pior. Se na altura as empresas que se dedicavam a isto eram todas pequenas, agora gigantes podem ser arrastados. E isso, a acontecer, pode mesmo afectar a economia mundial.
Estou a ser pessimista? Oh pá… espero bem que sim! Espero bem que sim!
Sinceramente acho que esta situação requer um lançamento rápido de consolas, para criar mercado antes que estes serviços entrem. Mas também acho que estas noticias obrigam a que as consolas saiam puxadas ao máximo, com o máximo de performance possível. A capacidade das consolas vão ditar a adesão a um serviço como este, ou não.
Vamos lá ver se nos entendemos, eu sou o Enzo e vou mostrar o meu novo ferrari:
Cenário 1:
Mostro um protótipo que é exemplar único, mas está completo e funcional, mostro o motor o tablier em mogno, os estofos em couro, mas como ainda não começou a produção em série não vou puder dar o preço de venda final, nem uma data exacta para o inicio das vendas.
Cenário 2:
Vamos comercializar um novo ferrari que vai estar á venda em outubro de 2019 e vai custar 1 milhão de euros e aqui está o volante, o resto do carro mostraremos mais tarde.
Se não consegues ver a diferença, mais nada tenho a acrescentar na defesa da minha tese 🙂
Que exemplo tão mal escolhido!
No teu exemplo estás a vender um carro. No primeiro caso mostras o carro mas não dás o preço nem a data de comercialização, no segundo não mostras o carro! E realmente vista a coisa assim ela é ridícula!
Mas o que tanto a Sony como a Google estão a vender não é o carro (consolas/serviço). É quando muito… o motor do carro (jogos). Mesmo sendo o carro a face das vendas, não é ele que está em causa.
Tens dúvidas disso? Ora imagina a Google a dizer “Meus amigos, temos um serviço de streaming com zero lag. Mas não temos jogos”, ou a Google a dizer “Meus amigos, temos muitos jogos num serviço de streaming com boa qualidade”. Qual dos dois, atrai mais clientes? Sem os jogos, não vendes o serviço… Mas com os jogos vendes seja lá o que estiveres a vender.
Podes fazer o mesmo para a Sony? “Meus amigos, temos uma consola lindíssima. Mas não temos jogos”, ou a dizer “Meus amigos, temos jogos fantásticos, mas ainda não podemos mostrar a consola”. Mais uma vez, qual dos dois, atrai mais clientes? Repito: Sem os jogos, não vendes o serviço… Mas com os jogos vendes seja lá qual for o aspecto da consola.
Ou seja, a consola e/ou o serviço são apenas uma forma de se aceder aos jogos. O que está à venda são os jogos. Ter uma caixa quadrada ou redonda, branca ou preta, alta ou baixa, grande ou pequena, pode influenciar alguns, mas convenhamos que o factor de compra de uma consola é a sua performance e os seus jogos. O aspecto da caixa, mesmo contando, é secundário.
No teu exemplo, o carro seria a forma de se aceder ao motor, mas o que estava a ser vendido era o motor. E para perceberes como o teu exemplo muda, ei-lo alterado para essa realidade.
Vamos lá ver se nos entendemos, eu sou o Enzo e vou mostrar os meus novos motores ferrari:
Cenário 1:
Mostro um protótipo de um carro que é exemplar único, mas que está completo e funcional, mostro o tablier em mogno, os estofos em couro, mas não mostro nenhum dos motores, não mostro as suas performances, as suas exclusividades. E como ainda não começou a produção em série não vou puder dar o preço de venda final, nem uma data exacta para o inicio das vendas.
Cenário 2:
Vamos comercializar os novos motores ferrari que vão estar à venda em outubro de 2019 e vão custar 1 milhão de euros. Mostro os motores, mostro-os a funcionar, mostro as suas performances. Quanto ao chassis que permitirá aceder a estes motores, aqui está o volante, o resto mostraremos mais tarde.
Qual deles te parece agora mais ridículo?
Daí que se isso era uma tese, tenho de te chumbar. Nem identificaste correctamente o sujeito 😉
Recomendaria este artigo que saiu ontem às 10:30 da manhã e que acabei de ver hoje.
Parece uma fotocópia do que tenho vindo a dizer, citando mesmo o Mike Rose que eu citei nos comentários e questionando tambem a sustentabilidade destes serviços.
https://metro.co.uk/2019/03/20/googles-stadia-is-impressive-tech-but-where-were-all-the-games-8953353/
E a frase: “Uma plataforma, seja uma consola fisica ou outra, é apenas um meio para um fim. Ninguem joga consolas, joga jogos.”, mostra que eles identificaram o sujeito correctamente. Hehehehe.
E eu sou o Gordon Ramsey, vou ter um restaurante novo, não tenho é ementa.
LOL… a minha primeira ideia foi exactamente essa. Mas depois adaptei a outra à realidade das coisas 😉
Agora chegou a hora da Sony mostrar seu filho mais novo!rs
Eles falaram de jogos, Doom Eternal e Assassins Creed por exemplo. A que se refere? Exclusivos?
O Google não tem estudios ou exclusivos, acho que acabaram de criar a divisão, mas a ideia deles é ter os principais jogos e a maior quantidade possível de jogos na plataforma.
O que o Google está fazendo é algo sem precedentes. A Microsoft está colocando no Xcloud uma expectativa de levar experiência do Xbox à muitas pessoas, mas está mirando um publico menos exigente e mais casual. Eles sabem que os hardcore irao comprar o console para jogar local e é inaceitavel os possíveis lags de um streaming e a possível falta de qualidade de imagem.
A Google está fazendo do streaming seu principal e único acesso à sua plataforma de jogos, equipando os servidores com o melhor hardware que a AMD tem hoje e ainda possibilitando empilhamento de servidores.
Existem diversos motivos pelo qual esse movimento pode falhar.
Primeiro que 200mbps pra jogar em 1080p 30fps como a Digital Foundry fez torna as coisas pouco vantajosas. Com um hardware igual o divulgado, espera-se rodar em 60fps.
Segundo que pelo hardware criado, o serviço terá um modelo de cobrança que se for barato vai indicar perda financeira à Google. Dos 3 dominantes provedores de Cloud, a Google é quem tem o menor resultado financeiro em comparação com a Amazon e a Microsoft, e ter prejuízo por muito tempo seguido pode significar cortes no serviço, pois dificilmente ele vai ter adoção em massa já por agora.
Terceiro, para os jogos rodarem na plataforma, eles precisam ser convertidos para Linux e suportar Vulkan. O mercado PC ainda é maioritariamente Windows, e uma conversão custa dinheiro e horas de trabalho aos produtores, então ela precisa ser justificada. Diferente do Xcloud, onde todo jogo Xbox One já é um game Xcloud nativamente.
Eu acho que a tecnologia é interessante, e é a tendência. Provavelmente os próximos consoles são os últimos e vao atuar no momento de transição para o Cloud Gaming, mas a Google já começa querendo ser mais do que o mercado permite ser neste estágio. Talvez eles tenham errado o timing, e quando for o momento certo, nem estejam mais no mercado.
Mas é isso, acho que em um futuro, o gaming será dominado pelos grandes provedores de Cloud e caso Playstation e Nintendo não sejam plataformas em nuvem, provavelmente se tornarão produtos de nicho. Aliás, a nintendo hoje já é.
Ui… Falaram de 2 jogos… Que maravilha. Retiro tudo o que disse… NOT.
Um serviço universal de streaming e eles falam do AC que já testaram e mais um jogo. Wow.
Seja como for, os 200 Mb não são uma exigência. São os valores que eles usaram. 40 ou 50 Mb devem ser suficientes.
Quanto ao Linux e Vulkan… Sem problemas. A PS é já Linux e passar para ele é uma mera questão de compilador, sendo que o Vulkan é o mínimo dos problemas.
Será que não corre o risco das empresas de games boicotarem a Sony e Nintendo, deixando seus respectivos jogos fora dessas plataformas clássicas em prol do modelo de assinaturas? Tenho medo disso!
O que sei dizer é que o mercado vai sofrer uma fase de transformação e transição grande. E o que vai sair dali é algo imprevisível.
O modelo actual de negócio é melhor para os indies. E mesmo os grandes possuem certamente mais certezas e os pés mais firmes no modelo clássico ao saberem com o que contar.
Mas depois vai depender de muita coisa, incluindo as percentagens de lucro nos diversos serviços. Se por um lado as consolas parecem ter vantagem pelo facto que as despesas da empresa para custear a manutenção do serviço é logo paga à cabeça pelo cliente na compra da consola, tal não é certo. E uma redução das margens de lucro nas vendas de jogos obriga a repensar o negócio com monetização extra.
Enfim, isso é deveras complexo e tão imprevisível que nem sei por onde lhe pegar.
O que acho é que aqui as empresas que lideram isto estão a obrigar os outros a entrar de cabeça, e aposto que muitas delas vão bater forte e em zonas duras…
Pensa só nisto: Se em vez de a Sony vender 90 milhões e consolas (aceitemos um lucro de zero), ela tivesse 30 milhões de consolas a servir jogos (aceitemos que 30 milhões chegariam por nem todos jogam ao mesmo tempo) e pagasse ela os custos do hardware.
No primeiro caso a venda de jogos é receita e lucro. No segundo caso à receita do serviço teríamos de retirar o custo do hardware antes de entrar no lucro. Como é que esse modelo de negócio se revela mais lucrativo é algo que custa a perceber, mas é isso que as empresas querem.
Se não houvesse concorrência ainda percebia, mas assim… Quando os serviços de streaming ainda nem entraram em funcionamento e já há devs a dizer que foram contactados por mais de uma dúzia de players para terem o seu jogo no seu serviço.
Eu peço, por favor… se alguem consegue perceber e ver aqui algo de bom, por favor entre na discussão e explique como. Porque eu não vejo!
O Senhor esta me assustando, quanto mais leio, mais preocupado fico.
Chegamos ao futuro e… Ele é uma droga kk
Anos atrás imaginei como a coisa estaria nessa altura, 2019/2020, um mundo (gamer) de sonho, mas os cara só tem me deixado desanimado.
Fosse o Google ontem mostrando um novo console e uns sei lá, 4 jogos, dois ao menos de peso, daqueles de levantar os cabelos, a entrar na concorrência com Sony e MS (nem sei se a MS ainda conta), aí sim eu estaria muito animado e já fazendo as contas pra comprar. No entanto o vácuo que mostraram ontem me faz é ter vontade de nem ler mais as notícias.
Destaque pros caras na internet falando que isso é o futuro e o quão fantástico é, e não sei o que, como se isso aí fosse a última maravilha da humanidade. Sinceramente, esses caras estão realizando absurdamente menos sinapses do que poderiamos supor…
Não consigo ver como isso aí pode dar certo (pra mim e de forma geral) e olhe que já li tudo quanto é opinião a respeito.
Me vem a mente outro capítulo das escolhas das pessoas; quando popularizaram o crack, barato, euforia rápida com necessidade de mais a cada cinco minutos. Excelente pros traficantes e devastador para os seus consumidores.
Acho que vou colocar essa keynote do Google rodar aqui quando estiver sem sono, deve ser um remédio e tanto pra insônia.
Que é o futuro… é! Neste momento olho para as consolas como mortas. E acima de tudo vejo urgência no lançamento das mesmas para que elas subsistam mais uma geração.
Agora quem refere isso sem reflectir na totalidade das consequências deve ser é pouco inteligente.
Os serviços impostos pela da Google e da Microsoft, aos quais se calhar a Sony tambem vai ser forçada a aderir, vão alterar o mercado de forma radical. E as previsões do que para aí vem não são boas! Eu pelo menos, mesmo tentando ser optimista, só vejo a destruição de algo que estava bem. Mas nos dias que correm as pessoas são tão obcecadas com tecnologia que não veem isso. E provavelmente nem vão ver nunca! Vão entrar de cabeça aceitando que as alterações são consequência da evolução dos tempos. A questão é que não são! São porque as pessoas são actualmente carneirinhos influenciáveis que se deixam levar por tudo o que é dito, e como tal vão aderir à novidade sem pensar. E depois do mal feito…
Estava acompanhando alguns comentários nos vídeos da apresentação pra ter um termômetro da repercussão disso tudo e, cheguei a conclusão de que mesmo com tanta informação, muita gente ainda não tem lá muita noção das coisas, e pelo que dizem, parece que estão apenas repetindo de maneira porca o que ouvem nos sites comerciais que já deixaram de ser confiáveis a muito tempo.
Só ontem, pelo menos dois afirmaram categoricamente que A SONY DISSE que não lançaria o PS5 antes de 2021 !!
Onde esses caras tiram essas informações?!
Empresas vendo isso terão piedade?
Vamos com calma. Morte das consolas? E muito cedo para pensar nisso.
Em primeiro lugar, e aquilo que tentei ilustrar em cima, e que o que se tem sobre o stadia sao promessas de performance que nem a propria Google conseguiu cumprir no dia. Ainda para mais, sobre os 40 mbps ou 50 mbps nao sei se realmente foi com esse minimo que conseguiram aquelas performance (ha que tambem ter em conta o input lag e imagino que quanto mais rapida a largura de banda, menor o input lag).
Ou seja e preciso chegar ao final do ano e ver como realmente o servico se porta. Sobretudo porque a Google vai seguir os passos da Sony disponibilizar o servico faseadamente, por regioes.
Em terceiro…, a Google nao pode lancar o servico sem anunciar o preco. E penso que este sera o fator decisivo. Como disse antes, ninguem entra neste negocio para perder dinheiro e neste momento quando olhamos para as thirds temos as suspeitas do costuma a suportar este tipo de iniciativas sobretudo empresas grandes que ja tentaram construir comunidades online proprias e ainda hoje continuam (Ubisoft, EA, SQ Enix). OU seja, e preciso ver como e que este tipo de iniciativas se aguenta em termos de se poder pagar a si mesmo. E olhando para o servico de streaming da Google… nao promete muito. O Youtube premium e dos piores a nivel do catalogo sendo mais caro que o netflix. Tem duas series de jeito e o resto e palha.
E quem diz esse diz o servico de musica que cobra 17 euros mensais. O que eu vejo e que estes servicos serao altamente insustentaveis nos primeiros tempos e, pelo que tu descreveste, os produtores, sobretudo os independentes, nao irao apostar muito nisso no inicio.
Ou seja, o sucesso do streaming e uma incognita bem como a questao de se e o futuro ou nao. E preciso arranjar um bom catalogo, mas isso custa dinheiro que nao me parece que muitos estejam dispostos a sacrificar.
É facil resumir no argumento de que as pessoas são obcecadas por tecnologia e seguem tudo que é imposto e esquecer algumas coisas bastante basicas:
A nuvem permite escalabilidade, acesso rapido à recursos por preço acessivel, descarta necessidade de investir em hardware e acesso por demanda.
As pessoas não buscam coisas que não tragam algum benefício e não sao todos wue tem paixao por guardar tralhas em casa.
Nessa geração eu tenho 95 jogos no Xbox One e 13 são físicos. Se eu tjvesse 95 jogos físicos, simplesmente não teria lugar para guardar, já que eu ainda tenho cartuchos de Sega Master System perdidos nas gavetas.
Eu vejo com muito bons olhos o futuro no cloud, mas ainda precisamos de alguns anos de evolução na infraestrutura, e confio apenas nisso nas maos de empresas consolidadas, e pir enquanto a google ainda é só uma aventureira nesse ramo, que eu penso que queimou a largada com um serviço muito ambicioso para a época em que estamos.
Fernando o preco acessivel neste momento e uma incognita que por acaso toda a gente assume, sem bases nenhumas. Repito, de todos os servicos de streaming de series hoje no mercado, o da google via Youtube nao e dos mais baratos, e possui dos priores catalogos. Hulu, Amazon e netflix batem-no as claras.
Parece que toda a gente ignora um simples facto: as thirds so irao saltar neste barco com um unico intuito - ganhar muito! Mas isso so ocorre se o servico for lucrativo e pelo que temos visto isso ainda e uma incognita! Alias o comentario que o Mario postou do desenvolvedor indie e bastante revelador, porque ilustra a forma de monetizacao - por horas jogadas e se para os indies nao resulta, como ficarao os jogos AAA? Agora esta toda a gente muito ansiosa e a apostar muito, mas no
Ora e impossivel, com tantos players no mercado, que todos ganhem mais. Pelo contrario, muitas produtoras irao ver os seus lucros diminuir e bastante! E penso que isto sera uma realidade nos primeiros tempos que diminuira o suporte a estas iniciativas!
Dizes bem… que tragam beneficio! Mas a questao e: havera beneficio com isto? Netflix, Hulu e outros que tais, vieram resolver varios problemas no mercado TV. A TV generalista e a TV por cabo pespegam milhares de programas/canais que nao interessam e as pessoas estavam sujeitas aos horarios para verem o que queriam, mas so quando os canais queriam. O streaming resolveu isto - as pessoas podem ver o que querem, quando querem e na quantidade que querem por precos muito mais baixos que os da TV por cabo. Associado a isto, tens producoes mais pequenas, mas mais cuidadas que na TV, e com maior qualidade de dialogos. No mercado Tv, alem disso, a monetizacao e forma de facturacao e muito semelhante ao que ocorre no streaming.
Nos videojogos e completamente diferente! Sim ja nao ha preocupacao em trocar o hardware, mas convenhamos que no mercado atual onde as pessoas compram smartphones carissimo so por comprar, o hardware e menos problema que ha alguns anos atras. Alem disso falamos de trocas de decada em decada, com os produtos a serem suportados mesmo apos a chegada do sucessor por varios anos!
Mas que outras vantagens tens? Posibilidade de escolha? Isso ja tinhas. Precos mais baratos? Mercado de usados. O que pode acontecer daqui para a frente e uma reducao na qualidade dos jogos e sera que o publico aceitara isso?
A Google nao e pioneira em nada, muito menos a MS da qual ainda nao se pode dizer nada, porque apesar dos servidores que tem, nao tem experiencia nenhuma em streaming e muito menos a Sony. Isto e algo que se tenta ha anos e, sinceramente, ja na alturaa performance estava para as consolas da altura, como o Stadia para as de hoje… E nao pegou. Gaikai e Onlive sofreram uma morte lenta.
Onde está o beneficio? Na facilidade.
Qualquer pessoa pode conseguir acessar e jogar rapidamente sem fazer um grande investimento e quando não quiser mais parar. Pense que existem pessoas que algumas vezes por ano assinam o game pass para jogar um lançamento de Xbox One e depois param. O defamado Crackdown 3 se tornou o jogo de xbox mais jogado na semana em que foi lançado, e ele não vendeu nada. Quantas pessoas não utilizam um playstation apenas em momentos de lançamento de jogos, e lá ainda é pior, por que os games não tem uma cultura de longa vida util. Se a sonu tivesse um equivalente ao game pass com lançamentos no day one, muitos assinariam para jogar os exclusivos.
Você sabe que é assim, da mesma forma que jogadores tem muitos motivos para voltar a jogar um quantum break, poucos tem motivos para rejogar um uncharted a não ser por repeteco da campanha.
Para essas pessoas, um serviço de subscrição rápido e fácil resolve problemas.
Eu não penso que nesse momento esse serviço é para abraçar jogadores mais dedicados, mas um dia ele será. Inevitavelmente, os jogos evoluírão mais rapido do que a capacidade dos fabricantes entregarem consoles, e o conceito de nuvem, escalável, acessível por demanda, vai inpedir que a industria entre em colapso.
Por agora é um choque, principalmente pros mais dinossauros da vida, aqueles que se apegam muito à alguns pedaços de plástico acumulando pó na estante, mas futuramente, será arcaico alguém querer gastar dinheiro com um hardware para jogar.
Existira com certeza o medo sobre um dia o serviço acabar e os jogos nao eatarem lá, mas por isso é muito importante a tradição e comprometimento da empresa. O google de momento é um aventureiro mas eles são os donos do GCP, não é uma onlive da vida. A Microsoft é dona do Azure, eles armazenam dados de empresas com retenção de 99 anos em nuvem. Eles mantem servidores de jogos de 2006 ativos no xbox live.
Não vai ser agora, mas o mercado vai mudar de forma muito drástica nos próximos 10 anos. Espere até a Amazon entrar na jogada também.
O que a google está fazendo é sim algo sem precedentes, ela não esta se limitando a ter um serviço de streaming, ela esta chegando ao mercado com um serviço que talvez rivalize em qualidade com os consoles da próxima geração. Até hoje nada chegou perto. O PS Now por exemplo é ridiculo, o Xcloud vai trazer qualidade do Xbox One S, o geforce now é outra piada.
O defamado Crackdown 3 nem sequer entrou no TOP 10 da própria Xbox One, diria que é normal que na sua primeira semana seja o mais jogado, o pessoal vai ver como é, depois quem tem dois dedos de testa vai pastar para outras paragens, não é à toa que os dados divulgados pela Microsoft acerca do jogo seja o numero de orbs geradas, é tipo um COD ser um flop de vendas e a Activision vir dizer com orgulho que foram disparadas 100 milhões de balas…
Pode-se dizer que é uma cultura de longa vida inútil…
Fernando, vc está em qual mundo? Cara, vc sabia que o uncharted tem online? Vc sabia que os servidores andam cheios até hj? Vc dizer que não há nada para rivalizar com Crackdown 3 é de uma piada monumental, sem precedentes. Enquanto serviços de cloud crescem em P.A, os processamentos locais crescem em P.G e a única maneira de um serviço desses vingar é termos vírus da ignorância jogados pelo planeta, o msm vírus que tomou uma boa parte dos caixistas mil grau brasileiros que bostejam pela internet com teorias malucas. O que me irrita é que no fundo vc sabe que um Serviço desse é um câncer, mas o defende para querer justificar que consoles não valem a pena, tudo por conta da possível saida da Microsoft do mundo dos consoles, mais cedo ou mais tarde, além do massacre comercial que o one vem sofrendo do ps4 e do switch. Aqui talvez os portugueses não sabem, mas uma boa parte dos brasileiros sofrem de síndrome de Estocolmo, onde que no mundo dos games não é diferente, além de um fetiche louco por tudo que nasce da terra do tio Sam. É lastimável um cara inteligente como vc deixar se levar por paixões a marcas e não dizer exatamente o que pensa, Fernando. Ainda fecha dizendo que o Stadia vai rivalizar com os consoles que estão por vir… Com 10 tflops? E ainda dependendo de internet? Ainda bem que existem os europeus, japoneses e uma boa parte dos Estadunidenses que são pro mercado tradicional e que já perceberam que serviços como este, não passa de um perigo para a qualidade dos jogos e que é uma raposa com pele de cordeiro.
Edson, você ainda dá ouvidos pra galera mil grau…
Essa é a única contribuição que deram pro mundo: https://youtu.be/DLUj1BNruBE
Mas queres facilidade? Usas o PS4 remote play e jogas onde queres e quando queres na vita, iOS ou Android?
Queres facilidade? Usas a Switch?
Mas nem por isso estes sistemas arrebataram o mundo, não foi. Sim, ambos tem senãos, mas a realidade é que o Streaming tambem. E alguns deles são potencialmente bem nocivos para a industria como um todo, e certamente bem piores no seu global do que um lag extra ou um decréscimo de resolução.
E já agora, porque é que o PS Now é ridículo?
Com o anúncio do STADIA da Google chegou o concorrente forte do XBOX GAMES STUDIOS (xCloud) da Microsoft pro futuro mercado de “streaming”. Agora é briga pra grandes: Microsoft vs Google. Com a evolução da nuvem e da tecnologia 5G o “streaming” será muito simples e prático no médio e longo prazo e vai revolucionar mercados pelo mundo, inclusive o de games. Essa expansão vai dar à Microsoft e à Google acesso a um mercado muito maior, ultrapassando a “barreira” dos consoles.
Eu tenho falado sobre o XBOX GAME STUDIOS e sua expansão para PCs e dispositivos móveis – estes através do xCloud… NADA MUDA pra quem prefere consoles e joga no XBOX, pois continuará jogando nele normalmente. Mas somente quem tem um console XBOX poderá usufruir de todo esse ecossistema, pois tudo estará integrado: saves, conquistas, configurações, etc. Imagina poder continuar a sua gameplay num dispositivo móvel com praticidade porque a esposa está vendo uma novela; ou porque é a hora do desenho do seu filho; ou buscar coletáveis no intervalo do trabalho; ou jogar um jogo indie na fila de um banco; ou mesmo jogar “cagando”… São muitas as possibilidades, e só quem tem um console XBOX estará integrado completamente nisso. Na verdade, é mais um MOTIVO pra ter o melhor console do mercado e o melhor em custo-benefício – o XBOX, e assim estar integrado nesse ecossistema e poder fazer parte tanto do mercado tradicional quanto do desenvolvimento do “streaming” para os games no futuro. Esse tipo de iniciativa VALORIZA a marca XBOX e chama a atenção da grande maioria dos gamers – não os “fanboys”, que estão sob o véu da “ignorância”.
Acabou a “moleza” da Sony; em tudo isso ela está sob “pressão”. Se a Sony não investir PESADO em infraestrutura de servidores dedicados e em sua rede online para expandir e trazer qualidade à PSNow, vai ficar no mercado tradicional até “falir” - ou ser “comprada” por uma das grandes citadas. Uma boa alternativa pra Sony é se juntar à Amazon; esta tem a infraestrutura que aquela precisa.
Rodrigo… uma questão!
É só isso que consegues ver? Que será simples e prático? E como vais tornar esse negócio viável? Como o vais manter rentável para manteres a qualidade dos jogos. Já fizeste contas? Já pensaste nisso? Já leste este artigo?
Repara… a divisão Playstation teve uma receita de 6 mil milhões em 2018, com um lucro liquido de 800 milhões. Agora imagina que o sistema da Sony se baseava no streaming, e que como tal a Sony não tinha vendido 90 milhões de consolas cujo custo recuperou. Na realidade a Sony tinha adquirido ela mesma, para colocar nos seus servidores, 20 milhões de consolas para alcançar os mesmos 90 milhões de clientes (uma estimativa por baixo, aceitando que nem todos jogam à mesma hora e ao mesmo tempo). Isto não considerando outras despesas como com instalações em todo o mundo e manutenção dos servidores.
Esses 15 milhões de consolas custariam à Sony algo como 200 euros cada uma (vou considerar este valor como média considerando que no lançamento os 399 euros dava prejuizo, mas agora já dá lucro), o que dava uma despesa de 3 mil milhões. Esta é uma despesa real… um valor a pagar.
Ora se com todo o negócio de 2018 a divisão Playstation rendeu 800 milhões, pagar 3 mil milhões requer 3,75 anos com receitas de 6 mil milhões. Mesmo que aceitássemos que havia um fluxo gigante de pessoas, mesmo superior ao actual, e que ao fim de 3 anos terias já 90 milhões de clientes, e que a Sony faturava receitas de 10 mil e 800 milhões (o valor que receberias se os 90 milhões pagassem todos 10 euros por mês, todos os meses), sendo que os lucros até seriam a dobrar face ao modelo anterior, precisavas sempre de perto de 2 anos para pagar o hardware.
Infelizmente nesses dois anos, e para teres 90 milhões de clientes, terias uma carrada de jogos no serviço a quem terias de pagar royalties, Daí que estás com receitas que apesar de já terem pago o hardware, ainda não pagaram as royalties desses 2 anos. E nesses dois anos não podias ter produzido exclusivos AAA pois senão eles seriam uma despesa extra. Ao ritmo que a Sony produz, e indo pelo pior dos casos terias pelo menos 4 títulos AAA para os quais terias de gerar receitas para pagar.
Ora se leste os artigos que referi, eu não consigo perceber como é que um serviço destes gera receitas para pagar sequer os exclusivos, quanto mais para pagar toda a infra-estrutura. Aqui não tens um mero filmezinho que te é enviado. Aqui tens processamento pesado do lado de lá. O custo dos servidores não é comparável com o do Netflix!
Não houvesse concorrência, houvesse vontade dos clientes em aderir a estes serviços, fosse o mercado equilibrado e todos gastassem por igual, tal até podia funcionar. Mas assim…
Se eu vejo quem gasta muito em jogos a aderir ao streaming para poupar, não vejo quem gasta a pouco a aderir e a gastar mais do que gastava antes. Porque se não gastava mais por algum motivo era. Daí que algo vai ter de estourar em qualquer sítio.
Daí que quando falas em simples e prático, eu tenho de questionar se isso é a única coisa que te importa e se veres os jogos a sofrer e a qualidade a ir por água abaixo não é algo relevante para ti.
Eu acredito que, infelizmente, a Sony vai ter de entrar nesse esquema. Mas tambem digo que o mais triste de tudo isso não é ver as empresas a forçarem um caminho que não interessa. É as pessoas seguirem o mesmo sem olhar para o lado e verem o abismo em que se estão a meter.
Mas se há outra perspectiva diz-me e explica como é que tudo isto dá lucro e acabará por ser benéfico para o utilizador. Porque até ao momento não encontrei quem ma dê!
Mário, blz!
Geralmente eu posto minhas opiniões e não costumo ficar rebatendo; por experiência já em sites com muitos “fanboys”, é uma perca de tempo. Mas aqui ainda há alguns que sabem dialogar e por isso vou abrir esta exceção.
Primeiro. Com a evolução do processamento em nuvem e especialmente com a chegada da tecnologia 5G, sim, o streaming será cada vez mais simples e prático no mundo, e por isso revolucionará vários mercados – inclusive o de games. Testes na China apontam pra uma velocidade 10x maior, e o melhor: com zero de instabilidade. Isso levará o streaming para os jogos, é só uma questão de tempo. Talvez no curto prazo ainda funcione de forma limitada, ou funcione apenas em algumas regiões, mas com o tempo, a medida que as tecnologias citadas evoluem, o streaming evoluirá junto.
E aqui eu não estou dando a minha opinião. É inevitável. Quem fala é um entusiasta por consoles – sim, sou um consolista, desde o Master System, onde comecei, eu tive consoles em todas as gerações, com exceção da geração do PS1.
Este mercado tradicional de jogos funciona apenas com a venda de consoles. Tanto Microsoft, Sony e Nintendo, para terem acesso aos clientes que consumirão jogos e serviços, dependem da venda de um console; e por esta venda acontece pelo custo mínimo possível. Em alguns momentos pode até dar prejuízo; em outros um pequeno “lucro”? No fim das contas, vender consoles a todo custo é a estratégia, pra em seguida ter acesso ao potencial mercado de consumidores. E pra isso, no balanço final a venda de consoles não traz qualquer lucro às citadas. Estou me baseando em informações oficiais, tanto da Microsoft quanto da Sony.
Com o desenvolvimento de novas tecnologias e a possibilidade do streaming em levar jogos e serviços para um mercado muito maior, sem a necessidade de ter que vender um console pra isso, parece interessante para elas; mas até que ponto é bom pro consumidor?
Bem, não vou entrar nas vantagens de ter um ecossistema – como cite na mensagem original em favor do XBOX e poder através dele usufruir tanto do mercado tradicional quanto do streaming de forma integrada. Vamos focar aqui na qualidade dos jogos – que é o ponto levantado por você.
Eu poderia de cara encerrar o assunto, visto que sou um consumidor e não um acionista dessas empresas. Mas vamos pontuar algumas coisas, sem citar números, pois não os tenho.
O que eu consigo ver, independente se do ponto de vista do consumidor ou se do ponto de vista das fabricantes, é que há uma clara troca de receitas entre a venda de jogos pela de assinatura de serviços e expansões; além de um incentivo maior ao consumo – e isto é muito importante, pois indiretamente traz mais receitas também. Aliado ao acesso a um mercado potencial muito maior, essas receitas podem aumentar 10x, 20x, 100x…? Independente da desenvolvedora, se os lucros do projeto de um jogo de sucesso diluem eventuais prejuízos gerados em outros projetos de jogos, de forma similar o incremento maior de receitas com serviços pode financiar o desenvolvimento de jogos. O que muda aqui é a fonte do financiamento.
Como falei, não tenho números globais de receitas, mas por tudo que você citou eu tive a impressão que está a falar de um ponto de vista restrito ao mercado tradicional de jogos. Mas a amplitude é muito maior. E acredito que tanto a Microsoft quanto a Google e futuramente a Sony, a Amazon, etc., têm uma visão de mercado muito melhor que a minha e a sua, em números também.
Pra mim é um tanto subjetivo tudo isso. Mas parece ser concreto que um novo mercado em potencial está por vir, e que naturalmente (o que é uma pena pra mim como entusiasta de consoles), no longo prazo, poderá sim haver uma “diluição” do mercado de consoles diante da praticidade do streaming. Como exemplo prático, e pensando não agora, mas no futuro: se poderemos acessar grandes jogos através de uma TV e um controle apenas, pq teríamos um console no “hack”? Da minha parte, eu terei um enquanto eles existirem; mas ao mesmo tempo poderei aproveitar a evolução do streaming num ecossistema unificado, integrado. Até quando os consoles existirão, acho nós é que somos o mercado, e acho que até quando nós, consumidores, quisermos ter um. Mas eu não posso responder por todos os outros consumidores; pois parece que o mercado é maior “lá fora”.
E apenas um adendo… Acredito que com a expansão das receitas de serviços, estas poderão financiar naturalmente o desenvolvimento de grandes jogos tb. Eu parto do princípio de que todos os estúdios contratados pela Microsoft, aceitaram esse desafio, pq há um projeto envolvido, e não é pra fazer “jogos indies”, com certeza não, sabendo que eles receberão todo os suporte financeiro, tecnológico e de recursos humanos da Microsoft, a tendência portanto é exatamente o contrário, que eles possam “voar” até mais alto, melhorando sua capacidade de criação e de desenvolvimento de jogos. Fazer uma “analogia” aqui com a Netflix é um tanto precipitado; da mesma forma é precipitado dizer que tudo que a Microsoft faz dá errado com base em um ou dois exemplos de insucesso. Se assim fosse, ela não seria uma das três empresas mais ricas do planeta.
Antes do mais Rodrigo, obrigada pela tua resposta. Aprecio-a muito!
Quanto às tuas primeiras linhas, concordo com o simples e prático. Mas não plenamente. A Google anuncia que 15 Mbits de ligação, ou 1,87 MB/s só dão para um stream de 720p. 1080P é 125% mais, pelo que se formos pela mesma proporção precisas de uma ligação 34 Mbits para conseguires os 1080p.
Ora com HSPA+ (o máximo do 3G), consegues 42 Mbits, e com o LTE+ consegues 300 Mbits/s. Eu apanho isso no meu telemóvel, mas mesmo assim, apesar do que lá é anunciado, conseguir 15 Mbits constante é uma proeza. Creio mesmo que nunca consegui!
O grande problema das redes móveis é a saturação. Teóricamente tens as velocidades, mas na prática não as tens. Pelo que não vejo esses serviços sobre essas redes a serem fiáveis o suficiente.
Depois tens o ping, e consequente lag. O lag numa rede móvel, mesmo a 300 Mbits/s não se compara com o de uma fibra. Será sempre mais variável e maior.
Mas o pior nem é isso, são os limites de tráfego. Que em portugal são 15 GB para redes móveis. Ora a 34 Mbits por segundo sacas 4.25 Mbytes/segundo. E isso quer dizer que os 15 GB te duram 3615 segundos. Ou seja 1h e 15 segundos!
Certamente não tinhas pensado nisso! Mas com 1h e 15 segundos num mês não vais jogar muito! Daí que os testes na China pouco me interessam. Mesmo a 15 Gbits jogarias 2h 20 minutos num mês.
Daí que o streaming poderá ser o futuro… A questão é que o querem impor “amanhã”, e “amanhã” não há condições para ele.
De resto sim, o mercado tradicional funciona apenas com a venda das consolas. A questão aqui é que o problema do Streaming não se prende com as consolas. Nem sequer é das consolas que me queixo.
É da sustentabilidade do serviço!
Se a Google viesse dizer: A partir de hoje a consola desaparece, e vamos criar os jogos para todos os sistemas através de um sistema de conversão que permite colocar todos os jogos à venda em todos em sistemas, adaptando-o às capacidades dos sistemas. OS preços depois até podem variar, conforme os sacrificios que cada sistema faz.
Oh pá.. maravilha. As vantagens do streaming, para todos os sistemas. Enfim, lá se vão as consolas. Mas os jogos vão vender muito mais… muito, muito mais. E como tal vamos ter cada vez mais e melhores jogos.
Mas não é isso que está em causa. O que está em causa é que o Streaming faz muito mais do que isso. Para começar ele não faz sacrificios nos sistemas mais fracos, logo não há necessidade de sistemas potentes. Um Chromecast de 30 euros numa TV e tens o mesmo jogo que antes tinhas num PC de 1500 euros. Isto elimina a necessidade de hardware potente, as vendas de hardware potente, a necessidade de pesquisa de mais e melhor hardware, subindo os custos do hardware que existe pela diminuição da procura.
Depois o sistema apoia-se em subscrições. Que fazem que quem gastasse muito gaste menos, mas que não faz com que quem gastasse pouco gaste mais. As receitas vão cair e são precisas muitas pessoas para manter o que havia antes e a qualidade dos jogos.
Isso seria possível num caso como o do Netlfix onde ele é um gigante à beira de moscas. Mas aqui não! São vários os gigantes que vão entrar e competir entre si. Vão colocar os seus jogos como exclusivos nos seus serviços, e onde antes podias comprar um Cod, um Fifa, um GTA como mera escolha, agora terás de aderir a vários serviços para os ter.
Percebes onde quero chegar. É diferente! Bem diferente.
As consolas são irrelevantes. Elas existiam porque ser detentor da plataforma é e sempre foi o que dá mais lucro. Daí que cada marca criava o seu hardware e o seu software.
Seja como for, recordo que uma consola nunca foi precisa. Podes jogar jogos de topo na tua TV! Há serviços de streaming disponíveis desde há cerca de 10 anos.
E é por seres um consumidor e não um accionista dessas empresas que eu te estou a questionar. O que, como cliente, vês de bom no meio disso tudo?
Depois falas de maior receita pela venda expansões e DLCs, algo que infelizmente não será o que será usado. É que os DLCs e as expansões são receita opcional de compra extra. E se a ideia é expandir as receitas, não podes apostar em algo que o consumidor poderá ou não comprar. Tens de apostar em microtransações ao estilo dos smartphones, onde a compra te traz vantagens. Somente com compras que são verdadeiramente tentadoras e vantajosas, ao estilo pay to win, podes garantir que haverá quem compre garantidamente.
Agora onde tens razão é que as receitas num serviço destes podem aumentar 10x, 20x 30x. Isso eu concordo! Mas para isso acontecer é preciso duas coisas:
1 - Que o serviço tenha qualidade quando não tem clientes. E isso é um problema pois nessa fase ele vai dar prejuízo. O pior é que para garantires que os clientes vão para o teu serviço, terás de lhe colocar exclusivos de qualidade. Ou seja, estás a ter prejuizo e a apostar em algo que não tens a certeza que te resultará em receita. A concorrência vai ser acesa. Ainda hoje coloquei aqui um Tweet de um DEV que referia que os serviços de Streamign ainda não estão sequer todos anunciados e que já tinha tido mais de 12 contactos de empresas a querer garantir os seus jogos no seu serviço.
Basicamente havia algo que poderia ser explorado e dar dinheiro. Mas todos perceberam isso ao mesmo tempo, e como tal todos vão entrar, e vai haver sangue. Isso nada tem a ver com o Netflix e o seu sucesso. É quando ele se meteu nisso ninguem acreditada no seu sucesso, e como tal… não teve concorrência. E dessa forma ficou com os clientes!
2 - Que os clientes que entram sejam novos ou tenham por hábito gastar menos do que a empresa recebe com um ano de assinatura.
É que se é certo que a fonte de financiamento muda, a realidade, como eu já expliquei antes, o mercado terá de ser muito maior do que parece. Por exemplo, se eu aderisse a um serviço desses em detrimento de comprar jogos, estava a dar prejuizo. Eu possuo 4 vezes mais jogos que a média de jogos na consola, o que quer dizer que compro 4x acima da média. Dado que um serviço como o Gamepass (cito-o por ir evoluir para o Xcloud e ser o único para o qual há preços) gera no máximo receita equivalente à compra de 1,71 jogos. Ou seja, só para compensar a minha entrada a Microsoft precisava de 2 pessoas que antes gastassem zero no serviço ou de mais 5 pessoas que comprassem 1 jogo por ano.
É este tipo de desiquilibrio do mercado que não é tomado em conta. Porque se imaginarmos que os 45 milhões de clientes Xbox aderiam todos ao Gamepass, se 10 milhões deles comprassem tal como eu, 6 jogos por ano, os 45 milhões (aceitando que quem tem uma consola compra pelo menos um jogo por ano) não geram mais receita que o modelo de vendas clássico. Percebes a lógica do que estou a dizer? Como os números podem ser enganadores?
E perante esta realidade, como o streaming acaba sempre por ser um tiro no escuro que pode dar para o torto, mesmo ao acreditarmos que uma adesão massiva resolve o problema. É que não basta o número, é preciso o equilibrio.
Eu explico isto melhor no artigo que escrevi. Devias ler!
Agora concordo contigo quand dizer que é tudo subjectivo. E até pode ser que a adesão seja de tal forma que todos tenham sucesso. O potencial é inegável! Mas infelizmente… para o mercado e não para as empresas, das quais não me podia importar menos, os riscos tambem!
Sobre o teu único parágrafo, eu repito o que escrevi aqui, e o que escrevi no Beyond3D. Quer concordes ou não uma tendência em se comparar as coisas com o Netflix, com a qual, tal como tu, não concordo. O motivo é que o Netflix é apenas uma forma de se estender as receitas no tempo. Os filmes caros saem para o cinema, geram receitas de bilheteira, e por norma pagam-se aí. Depois, quando o cinema está explorado, são colocados à venda em DVD e BD e obtêm receitas extras. E só depois, quando esse mercado tambem está explorado é que passam aos serviços de streaming.
Aqui o que se está a fazer é acreditar que o streaming gerará as receitas sozinho para fazer tudo. Os jogos já não tem as receitas de bilheteira, dependendo somente das vendas. E apesar de alguns custarem tanto como as melhores produções de hollywood, há a crença que só o Streaming gerará receitas para pagar isso tudo.
Sabendo-se que o acesso a um filme é muito mais simples que a um jogo, quer pela disponibilidade de tempo, quer pela necessidade de concentração, não sei como se espera que um serviço gere o mesmo que um Netflix. E muito menos com a concorrência.
Creio que no mínimo concordarás que o que refiro são questões prementes. E que a coisa seja assim ou haja algo que me escapa, no mínimo, as questões que coloco são razão para que existam duvidas sobre a sustentabilidade destes serviços com a qualidade actual dos jogos, temendo assim que a qualidade possa descer drásticamente.
E olhar para Crackdown 3 e State of decay, mais dúvidas ficam. Sea of Thieves pode ser acrescentado, mas desta vez não pela qualidade, mas pela falta de conteúdo.
lembrando que o Netflix não da lucro, e sim prejuízo.
Esta se sustentando na base de investimento de quem acredita que “esse é o futuro”.
Essa questão não tem uma resposta certa. Pelo menos nunca a vi. Podes-me dar um link sobre o que leste? Gostava de mais dados.
“Como resultado, a Netflix reconhece que terá “um fluxo de caixa negativo durante vários anos”, o que significa que a dívida continuará a crescer, pelo menos no curto prazo. ”
se está dando prejuízo, suponho que se sustenta com reservas ou investimento externo.
Mas eu gostei dessa parte:
“No entanto, a concorrência não é a maior preocupação de Hastings.
“O fato de que cada serviço produz conteúdo original e exclusivo significa que não somos substitutos uns aos outros, mas complementares”, argumentou.”
claro, todo mundo vai assinar 10 serviços de streaming, e nunca que vai escolher apenas um ou ficar trocando de serviço com frequência.
https://g1.globo.com/economia/negocios/noticia/por-que-mesmo-tao-bem-sucedida-a-netflix-tem-uma-divida-de-bilhoes-de-dolares.ghtml
Mário, uma pergunta: Já pensou na hipótese de poder pagar pelo jogo, msm o game sendo por streaming, ou seja, podendo acessá-lo em qualquer dispositivo a qualquer momento ( obviamente refém da internet) com isso, será que as receitas não iriam equilibrar? Ainda mais com um preço abaixo dos 60 dólares por não terem que portarem para várias plataformas, custo com logística, etc… É só uma curiosidade minha.
Em vez de mensalidade e sem acesso a tudo o resto? Ou seja, pagar pelo jogo como antes e ter acesso streaming.
Pá… Poderia ser bem mais interessante. Não levantava a questão da sustentabilidade e o cliente só tinha vantagens.
Isso poderia ser muito muito interessante.
Seria possível,será?
Possível é, mas não é esse o modelo que se fala. Quando as empresas falam em Netflix dos jogos a ideia é mensalidade. Se não é esse o conceito, o exemplo é muito mau, e as empresas terão de se queixar de si mesmas.
Agora esse modelo, seria excelente, até porque poderia coadunar-se com a continuidade das vendas físicas nas consolas, para as quais o jogo se desenvolveria.
Isso eu veria com excelentes olhos.
Comprar o jogo??? Igual aos servidores que vão fechando com o passar do tempo???
Alguém ainda não entendeu que a palavra comprar nesse sistema não existe…
Quero jogar uncharted na PS3 e só ir buscar o disco e o colocar na PS3…
Se a Sony vier a falir,se vender se comprar… O meu jogo está lá na gaveta basta energia e uma TV… Agora é se a Google fechar desistir ou melhor este jogo que compraste (não é teu) foi apagado!
By-mission… entre isso e o streaming por subscrição, acabava sempre por ser melhor certo? Era aquilo que se denomina um mal menor!
Mas sim, o que se quer nestes sistemas é a subscrição. Sempre foi isso o abordado.
Uma nota Rodrigo… Eu sei que estou a ver as coisas pelo pior cenário possível… Mas a PCManias é um espaço de debate, pelo que é por aí que quero puxar a conversa. Uma análise do worst case scenário,
Claro que não dá lucro, a chave está em ”standarizar” jogos que facilitem a monetização, ou seja, tornar os jogos como serviço dentro do serviço, só com jogos carregados de microtransações é que isto se torna viável, o ”blockbuster”, os God of War’s deste mundo não têm lugar neste modelo de negócio.
Tb acho essa sua informação uma “falácia”, e uma incoerência quando a Google sobe ao palco para anunciar que o streaming poderá rodar em 4k e 60 fps, e futuramente em 8k e 120 fps. Pra que isso se não for pra entregar jogos condizentes com essa quanlidade e desempenho? Precipitação novamente? Sem ter a pretensão de citar números, a expansão do mercado rende naturalmente mais receitas, e estas poderão financiar projetos diversos, desde singleplayers a multiplayers, desde indies a AAAs.
Posso recordar que em 2006 a Sony referiu que a PS3 poderia correr jogos a 1080p 60 fps.
Poder podia… mas correu?
Em 2013 a Microsoft referiu que a Cloud poderia tornar a Xbox 32 vezes mais potente.
Poder podia, mas fê-lo?
O que é dito e o que é feito são coisas diferentes. Já deverias ter isso presente. Chama-se marketing e tem como intuito vender um produto. A intenção pode e certamente estará lá, isso não nego, mas quando se fala do “futuro”, muita coisa pode mudar até se chegar lá.
Quero fazer um paralelo com o mercado de stream de filmes, series e musicas; que é o que eu acredito que vai se tornar o mercado de stream de jogos.
Netflix começou isso sozinho e teve tempo de ganhar público seu público e crescer. Hoje esse mercado já esta com problemas devido a fragmentação, muitos serviços concorrendo, cada um com seus “exclusivos” e já fez crescer a pirataria novamente, pq o sujeito assina um deles e pirateia os exclusivos do outro serviço.
Agora me digam, como qualquer um desses serviços de stream de jogos vai crescer se DE CARA já sai cheio de concorrentes e fragmentado?
Qual será a reação do consumidor médio de vídeo games quando ver que tem três opções de consoles, Nintendo, Sony e MS; e 12 opções de serviço de stream de jogos?
quem nesse mercado com vários serviços, vai ter o diferencial? pq o netflix tinha como diferencial ser o Único.
sabe quem na minha opinião tem a vantagem?
Sony, pq se no mercado de stream a vantagem é ter muitos jogos baratos, ninguém bate botar toda a biblioteca de PS1, PS2, PS3 e PS4 (Apenas quando sair o PS5), TODA ela disponivel por stream e download local (somente no PS5)
Realmente não sei o que está acontecendo com essa indústria, depois de Halo MCC ir pro Steam, agora 3 exclusivos Playstation(Heavy Rain, Beyond two souls e Detroit) também indo pro PC, tá tudo de cabeça pra baixo
A questão que hoje tem me ficado é: exclusivos geram lucros, ou não?
Segundo um comentário que vi diz que Beyond e Detroit são jogos da Sony e a liberação para a Epic Store pode ter sido um acordo com a Quantic e também por ganhar $$$ “um pouquinho” com isso.
E Cuphead no Switch
Mas essa do Cuphead no switch já era meio que esperado depois dos rumores da parceria da Microsoft com a Nintendo, mesmo pq a Microsoft tá atirando pra tudo que é lado, mas essa desses 3 exclusivos do Play na Epic Store achei surpreendente, e acho que Bloodborne deve ser o próximo
A indústria está a mudar… Teremos de nos ajustar.
Mas o steam é só uma loja de jogos, o Halo MCC jogo foi pro PC, para ser vendido tanto na windows store quanto na steam, para rodar em PCs com Windows 10…
Vocês tratam a steam como se fosse um console ou uma plataforma que executa os jogos. A plataforma é a steam machine que é um PC com linux e não vai rodar Halo, assim como não roda quantum break ou qualquer outro jogo que tenha Windows nos requisitos.
https://store.steampowered.com/app/976730/Halo_The_Master_Chief_Collection/
Só umas adendas:
O Halo MCC para PC não está à venda na Windows Store, apenas a versão Xbox está lá.
A Steam é uma plataforma exclusivamente de distribuição.
Eu, como seguidor e fan do gaikai (que infelizmente morreu de forma prematura e transformado em uma sombra do que poderia ter sido), não posso deixar de estar entusiasmado. Comecei a jogar num Zx Spectrum 48K, e já nessa altura me fascinavam os jogos em 3D como alien8 ou batman onde passava horas a jogar e a sonhar com o futuro. Esse futuro está prestes a acontecer, parece que as pessoas só olharam para os 4k 60fps e não viram as enormes potencialidades que podem inclusive mudar radicalmente a maneira de jogar. O facto de o hardware se encontrar todo junto na mesma sala faz com a interactividade entre máquinas possa atingir patamares nunca antes imaginados, e o facto de a imagem puder ser composta localmente no data center e transmitidas depois sem peso adicional para todos os intervenientes é qualquer coisa de extraordinário e que vai mudar a filosofia dos jogos tanto multi-player como dos “single-players” que aparecem entre aspas pois passarão a ser Single-players partilhados e isso é fantástico.
Exemplos: estás a jogar um jogo de corridas, pedes ajuda e alguém mais experiente que vai ao teu jogo e afina-te o carro, as suspensões o motor etc, enquanto tu assistes numa janela da tua TV ao que o teu amigo está a fazer. Chegas a um jogo single player a um dead end, e agora? vou para onde? o que é que tenho que fazer?? vou ao youtube ver soluções?? não, não, pedes ajuda e vêm alguém que pega no teu jogo e te mostra como se passa essa fase. No fundo esta proposta da Google transforma a tua sala numa lan party de proporções mundiais…que coisa mais futurista do que isso podem desejar…eu estou bastante entusiasmado com as potencialidades…vamos ver se a montanha não vai parir um rato…vamos ver
Quase faz lembrar o Share Play que a Sony tem na PS4! 😉
Exatamente!rsrs
Share Play, numa PS4 perto de si desde o lançamento!
Agora tive a sensação de que alguém acabou de descobrir que o homem já foi à Lua.
Olha este GPU da AMD:
AMD Radeon Pro V340 MxGPU
https://www.techpowerup.com/gpu-specs/radeon-pro-v340-mxgpu.c3272
Será este que a Google usou? Bate certinho nas especificações.
Mário, há gente no Brasil que pensa como vc!https://youtu.be/dHOYBYGsvLY
Respeito muito esse site, mas considero um pouco prematura a crítica pela ausência de jogos. Explico: era uma conferência de desenvolvedores de jogos. Não é um espaço consagrado à apresentação de jogos, uma vez que estes “roubam” toda a atenção. Principalmente do público leigo. Imaginem: um grande título exclusivo seria, possivelmente, mais assunto do que a ideia “Stadia”. Além disso, é preciso pensar o atual momento da indústria de games como um jogo de xadrez: cada movimento tem sido friamente pensado. Particularmente, fiquei surpreendido quando surgiu o anúncio de que uma revelação da Google seria realizada na GDC, mas, imediatamente, o estranho “silêncio” da Sony dos últimos tempos e as diversas ações expansionistas da MS, tanto no desenvolvimento de jogos quanto de serviços, passaram a fazer certo sentido. E como dito pelo pessoal da Google, retornarão com novidades no meio do ano, bem em tempos de E3, quando os olhos do mundo desejam anúncios concretos de jogos e serviços como nunca. Acredito na possibilidade de que, nos próximos três meses, muitas informações serão reveladas a contagotas. Trata-se de um processo publicitário de maturação do conceito proposto, onde a expectativa e curiosidade vão sendo sendo alimentadas gradualmente, atuando na subjetivação do produto. Porém, creio que o período da E3 será a primeira opção para a revelação de mais detalhes sobre jogos, valores e até mesmo (quem sabe?) a data de lançamento para a região pré-anunciada. Digo primeira opção, pois é certo que as decisões serão tomadas em consideração aos movimentos dos demais concorrentes. Agora, o que realmente estará reservado a nós no futuro, ademais todas as especulações válidas, só daqui um tempo para saber. Quero manter a cautela saudável, ainda que não negue que possamos estar vivendo, de fato, algo além de uma tradicional troca de gerações. Há algo ambicioso no horizonte. Se vai pegar, é outra história.
Rafael… Apresentar um serviço de jogos… sem jogos. Achas que é normal?
A situação não é sequer uma crítica, é uma constatação. A google não tem experiência neste mercado, e como tal comete aquilo que se podem considerar erros básicos.
É verdade que a GDC não é o espaço ideal para apresentar jogos. Aí tenho de te dar toda a razão! Mas nesse caso a Google não apresentava o serviço lá! Até porque a GDC também não é o local para se apresentar hardware serviços ou o hardware que o compõem. É uma conferência sobre técnicas e tecnologias associadas aos videojogos.
Mas se apresentas algo assim, terias de meter os jogos!
Sobre a Sony, esta acaba de anunciar o State of Play, um podcast online que ira ao ar na proxima segunda-feira. Deve ser algo ao estilo do que a Nintendo faz e do inside Xbox.
Eu tambem acho estranho este silencio, sobretudo depois do que ocorreu com a quantic dream.
Nintendo sendo referência mais uma vez para a Sony.rs
Dizem que existia algo semelhante na época do PS3, logo será que foi referência?
Tinha? Não me recordo! Realmente a Sony nunca teve a Nintendo como referência em nada.rs
Também não me recordo até porque na época ainda não era ligado nas notícias via internet, mas na eurogamer teve gente dizendo que existiu na época do PS3