NES fez 30 anos

NES

A NES fez no passado dia 18, 30 anos. E com essa data chegam recordações de um tempo onde a diversão era tudo o que interessava.

Uma das discussões mais comuns sobre as novas consolas passa pelas diferenças entre as performances de ambas, ignorando-se muitas vezes aquilo que realmente interessa. Que independentemente da qualidade gráfica apresentada, o que importa é a diversão que se obtém.

Atualmente as pessoas queixam-se de não atingirem 60 fps. Queixam-se de a resolução não ser 4K ou Full HD. Mas o certo é que à 30 anos, no tempo desta NES essa situação não preocupava ninguém! As pessoas jogavam os jogos nessa consola e jogavam em outros sistemas, uns melhores, outros piores, e ninguém se queixava dos 60 fps ou da resolução, sendo que todos partilhavam era algo em comum. O facto de se divertirem à fartazana com os jogos.

A NES só chegou à Europa em 1986, o que quer dizer que por aqui só faz 30 anos para o ano que vem. E vinha equipada com um CPU MOS 6502 e um processador gráfico totalmente incapaz de acelerar 3D, mas que já contava com aceleração para os bonecos 2D (os “sprites”). Já a resolução estava longe de algo que se possa considerar hoje como aceitável, sendo de 256×240.

Apesar das inovações a NES estava limitada a 64 “sprites” no ecrã em simultâneo, e contava com apenas 2 KB de RAM, podendo expandir a memória com cartuchos que podiam expandir a memória entre algo como os 8KB e uns inacreditáveis 1 MB (Metal Slader Glory por exemplo).

Como eram bons esses tempos onde a diversão era tudo o que interessava!

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Readers Comments (21)

  1. Acho que o jogo mais bem feito e colorido da NES, foi o KIRBY. Aqui no Brasil nos tínhamos um genérico do NES, se chamava TURBOGAMER.

    • Aqui no Brasil tinhamos vários genéricos amigo, o meu foi o saudoso Phantom System, bons tempos aqueles

  2. Época fantástica,nao devemos jugar graficos hoje,pois na época era lindo!!Depois que vai chegando novas gerações quando olhamos pra traz,ai sim vemos a diferença!Pra que games mais horríveis graficamente e injogaveis hoje que metal gear 1 e resident 1?Estes dois exemplos envelheceram mais rápido que games de nes,snes,mega.

  3. Quem joga games e tem pelo menos 30 anos pegou esta época incrível do renascimento gamer mundial.Este console foi e sempre sera o primogênito dos videogames pois se ele não obtivesse sucesso não estaria-mos jogando games da forma como jogamos hoje.Parabens NES,parabens Nintendo,parabens Gunpey e parabens Myamoto.Posso ter todos os consoles atuais,mas na minha opinião nenhum subtitui o meu NES e SNES e N64(Mario 3,DK 2,Top Gear 1 e 2,Mario Kart e Prince of Persia)Valeu Mario por lembrar esta data histórica.

  4. Nunca tive a oportunidade de jogar no Nes, o meu primeiro console foi o Sega Master System 1. Eu gostava muito de alguns jogos como: Alex Kidd in Miracle World, Double Dragon, After Burner, Jogos de Verão ou Califórnia Games, Shinobi, entre outros. O meu primeiro console da Nintendo foi o SNES. Realmente, a atual geração de consoles infelizmente é caracterizada por uma disputa amarga e inútil envolvendo o aspecto técnico dos títulos, em particular à taxa de resolução e frames.

    • Comentário perfeito, penso assim também.
      O que devia ter destaque nos jogos devia ser a diversão que o mesmo proporciona, o forma como o enredo envolve nos gamers, e não fps 1080-900p GPGPU directx12 esram enfim.

    • Ahhh After Burner… Ainda me lembro quando joguei pela primeira vez… Que jogo fantástico para a época.
      Mas actualmente o problema não são os jogadores. É uma diversidade de fatores entre os quais o facto de os jogos não serem adaptados às consolas mas sim versões cortadas da versão melhor. Antes até tínhamos versões radicalmente diferentes entre plataformas, mas agora é a mesma versão cortada.
      Essa situação levou a que o comparativo passasse a ser muito mais directo e fácil e tal levou a que os jogos em vez de serem avaliados para a consola sejam avaliados comparativamente à versão melhor.
      Por exemplo, o Commodore 64 era capaz de colocar cores individuais em cada pixel. Já o Spectrum cada bloco de 8 por 8 só podia ter duas cores.
      Mas o Commodore 64 para ter 16 cores trabalhava a 160*200 pois na resolução do Spectrum (320*200) também só podia ter 2 cores num bloco 8 por 8.
      Mas mesmo nesses casos a pallete do Commodore 64 era de 16 cores, a do Spectrum era 8.
      Depois o Commodore tinha um chip sonoro FM de 3 vozes, o Spectrum um beeper de uma única voz. Etc, etc.
      Resumidamente, as diferenças eram tão grandes que as versões eram incomparáveis, daí que o que se avaliava era a forma como o jogo explorava as capacidades da máquina e divertia. Mas o que tínhamos eram versões radicalmente diferentes.
      Agora não. O que temos é o mesmo jogo, os mesmos gráficos, etc,etc. Daí que surjam comparações pois facilmente se percebe que sendo o resultado o mesmo, a jogabilidade a mesma e a diversão a mesma, as diferenças acabam por contar. Especialmente sendo o preço basicamente o mesmo.
      São outros tempos, mas confesso que tenho saudade dos tempos antigos.

      • Vou dar o exemplo da fantástica era dos 16 bits Mario, os jogos eram praticamente iguais no Mega e Snes, porém pelo console da Nintendo ser mais poderoso os multiplataformas na maioria das vezes se saiam melhor nele, como agora, guardadas as proporções, mas não tínhamos essa choradeira de agora, o pessoal queria é jogar, independente da plataforma, hoje o pessoal tá mais preocupado em fazer comparações do que jogar.

  5. Fugindo um pouco do assunto, mas voltando a falar de especificações técnicas:

    http://www.eurogamer.net/articles/digitalfoundry-2015-vs-texture-filtering-on-console

    Mário, não sei se você já viu esse artigo e se planeja comenta-lo, mas a Digital Foundry resolveu abordar o tema controverso do AF e apesar de não concluírem nada ainda, conversaram com pessoas da industria que praticamente tocaram em pontos que eu sempre fiquei desconfiado:

    1- A utilização do pool de memória unificado tem uma desvantagem que é a disputa entre CPU e GPU por largura de banda da memória. AF tem um peso na largura de banda que pode estar pesando por causa do design dos consoles. No PC a largura de banda das placas gráficas costuma sobrar.

    2- um dos desenvolvedores que conversou com a DF citou a diferença de resolução como um fato também ao levar a gráfica aos limites de potência. O fato do Xbox One rodar em 900p alguns jogos que o PS4 roda em 1080p, pode estar criando um fator de desequilíbrio, uma vez mais também há um peso na potência. Conforme disse esses dias pelas contas que fazíamos naquele artigo, 900p parece dar uma folga de processamento à GPU do One. Assumindo que o motor de jogo está espremendo toda a potência da GPU do PS4 em 1080p, para obter o mesmo nível de sobrecarga no Xbox One, o jogo teria que rodar um pouco acima de 900p, e geralmente os devs durante a conversão apenas setam o jogo para 1600×900. Em teoria, há um indício de que o Xbox ganha uma folga de potência, mesmo que pequena que poderia ser o suficiente para setar o nível de AF para valores maiores.

    Eu acho que em muitos casos, a forma como a memória é utilizada poderia ser a explicação do menor AF no PS4 uma vez que a GPU do Xbox tem a ESRAM que é livre de contenção para fornecer largura de banda alta. Acredito que com a facilidade de gestão da RAM unificada do PS4, alguns estúdios não se preocupam tanto com um planejamento de memória como são obrigados a fazer no Xbox One com a ESRAM.
    Mas se no proprio Xbox, em que a otimização de memória é visto obrigatório para o desempenho do jogo, se tem a impressão de que os Devs não são tão cuidadosos como poderiam ser, imagina no PS4 que os resultados vem com “facilidade”.
    Uma vez li em site que falava sobre desenvolvimento no Xbox 360 que pelo fato do console entregar resultados de forma mais fácil que o PS3, muitos desenvolvedores não se preocupavam em estudar formas de otimização, como por exemplo o uso mais inteligente da EDRAM e por isso quando os estúdios Sony começaram a se dedicar ao CELL, houve a impressão de que o Xbox 360 já tinha chegado no limite. E notavelmente, entre 2009 e 2010 os gráficos nos jogos de 360 tiveram poucos avanços, mas depois voltaram a melhorar com Gears Of War 3, Halo 4, Forza 4 e até mais recentemente com versões jogáveis de jogos novos como Destiny e Titanfall.

    • Obrigado pela dica Fernando. Ao fim de semana normalmente não leio muita coisa pelo que não tinha visto o artigo ainda.
      Dado não ter lido não sei exactamente o que dizer, mas tudo o que referes são realidades conhecidas. Mas que não explicam nada!
      A PS4 tem casos de jogos com problemas no AF que correm na PS3 e mesmo na Vita com AF. Há algo mais que não está a ser dito e a Digital Foundry falar com programadores não explica nada. Já vários membros do Beyond3d e mesmo do Neogaf o fizeram e a resposta que tiveram não foi conclusiva.
      Eu compreendo quando os jogos possuem um AF baixo. Mas não entendo quando não há nenhum. Especialmente quando vejo jogos como Tony Hawk sem AF e vejo um GTA 5 ou um Witcher 3 com AF (mesmo não sendo 16x). Ví aliás jogos a esmagar o CPU e largura de banda ao ponto de este não permitir mais resolução e mesmo assim o AF a ser usado (AC Unity) E isto leva a uma teoria do iroboto do Beyond3d que eu sempre me recusei a compartilhar, mas que cada vez mais me parece ter alguma lógica: Alguma incompetência dos programadores na otimização de recursos, sendo que há quem faça muito mais com o mesmo do que outros.

      Seja como for, e isto é uma realidade, o AF na PS4 precisa de passos extra para ser activado que não são requeridos no DirectX, daí alguns problemas na conversão e o facto de a Sony ter mandado um memorando a explicar isso aos programadores. Mas eis que afora surge Tony Hawk com o problema de novo e a polémica reabre-se. Porque?

      Dado que ainda não tenho, e sinceramente nem sei se vou ter pois não sei se o artigo da Eurogamer acrescenta verdadeiramente algo de novo ou se só apresenta possíveis hipóteses (e nesse caso é apenas mais um a acrescentar possibilidades), pedia-te que passasses este assunto para o fórum pois aqui no artigo da NES está off-topic.

    • Bem, li o artigo. E como já esperava pois o assunto tem sido muito discutido entre os programadores no Beyond3d, não há ali nada de novo e o artigo em vez de trazer respostas só traz mais questões. O que a Bluepoint refere é uma verdade, mas não explica nada, apenas nos refere que nas consolas a memória é partilhada. Mas isso também acontece com os APUs PC e aí a memória é DDR3 pura sem acelerações seja por eSRAM ou GDDR5, e como vemos aí, apesar da largura de banda não ser sequer metade da das consolas, nada acontece.

      A situação é um pouco misteriosa e contínuo a achar que se trata de dificuldades na implementação na PS4, com excepção do caso onde ambas as consolas possuem um AF baixo pois aí será mais gestão de recursos do que outra coisa.

  6. Tenho maior respeito pelo NES, foi o console que praticamente reergueu a indústria, mas meu console preferido de todos os tempos é o Mega Drive, por ser um “Arcade doméstico.

    Naquela época as diferenças visuais eram gritantes entre os sistemas NES X master system; sNES vs MEGA DRIVE.. mas os jogos costumavam ter aquele algo a mais, que fazia-nos ficar grudado por horas a frente da TV, seja sozinho ou com os amigos.

  7. uma grande consola com bons e grandes jogos, e por estas nostalgias que eu gosto de coleccionar as antigas consolas e posso dizer que é um “orgulho” para mim de ter a NES na minha pequena colecção :-)

    • É por isso que sou contra o digital. A minha vida é um apanhado desses momentos com consolas que ainda hoje mantenho funcionais. E isso não é possivel de se fazer com dependencias de servidores. E é bom reviver a nostalgia…

      • Falo tudo,por isso que não compro praticamente nada digital,gosto de colecionar,de pegar aquela caixa contendo a fita,cd,dvd e blu ray e olhar antes de colocar no console para jogar,uma mania ate hoje.Ate hoje pessoas que não sabiam que o Cd original do ps1 era preto e ficam olhando(meu sobrinho).Mas gostaria de ver a Big N no lugar que na minha opniao sempre foi dela….O TOPO.

      • Eu nao chamo de nostalgia,chamo de diversao.

      • eu e raro comprar digital, só mesmo aqueles jogos que não me chamam muito a “atenção” e que estão a preços aceitáveis ou irrecusáveis como por exemplo na altura comprei o jogo titanfall com o season pass para a Xbox one por 12€ (caso contrario penso que é um jogo que nunca o teria comprado)
        Os jogos que eu gosto sempre compro o físico (mesmo que alguns espero algum tempo para que o preço desça ou compro o jogo usado) e se possível a versão colector (os que mais gosto), e nunca revendo nenhum

    • Lembro do meu Nes quando o peguei em 95,por meu pai nao gostar de games(#estraga a televisao#)eu jogava em uma tv,aquelas do Paraguai acho eu de 6 polegadas.Eu e o Mario 3 tivemos grandes aventuras naquela tv.Nunca na minha vida joguei tantas vezes um game e de vez em quando ligo ele para matar a saudade.E quando comeco a jogar eu sempre digo as seguintes palavras.Vamos la Mario,mais uma heim.Hoje tenho o Xbox one ,a serie Uncharted no play 3 e the last of US mas nao encontrei um amigo igual ao Mario.A Nintendo criou um icone.

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