O A6 é o processador que a Apple escolheu para o seu iPhone 5 e iPad 4. No entanto as especificações do mesmo mantém-se secretas. E dessa forma muita contradição surgiu na Internet sobre o que conteria exactamente este processador. Dual-Core? Quad-Core? A informação existia para ambos os lados. Mas agora já sabemos ao certo o que lá existe!
Com o novo processador A6 a Apple conseguiu duplicar as performances do antigo A5, e essa é uma realidade contactada pelos benchmarks realizados ao iPhone 5.
Mas como é que se duplica a performance de um processador? Nova tecnologia? Mais velocidade de relógio? Mais núcleos? Essa era a dúvida até agora existente.
Existiam várias possibilidades para a Apple conseguir duplicar as performances do seu telefone. A duplicação do número de núcleos de dois para quatro seria a mais lógica e esperada, mas existiam alternativas.
O aumento das velocidades de relógio para o dobro seria igualmente uma hipótese, mas ao se conseguir este aumento só usando este método, estaríamos perante uma situação que teria grandes impactos no consumo energético, requerendo uma bateria mais potente.
Como terceira hipótese teríamos a aplicação da nova tecnologia de CPU’s, nomeadamente a utilização dos novos processador ARM 15 que garantiam um aumento de performances de 40% a 60% face aos anteriores ARM 9, a idêntica velocidade de relógio.
Quer isto dizer que com esta última aposta, os ganhos teriam de ser combinados com um aumento de velocidade de relógio, igualmente entre 40 a 60%, de forma a obtermos a performance dupla da anterior.
Naturalmente que, dado o desconhecimento do hardware por parte da imprensa escrita, a primeira ideia para os resultados obtidos passou pela duplicação dos núcleos. O A5X apresentava já uma performance gráfica duplicada face ao anterior A5, ao possuir 4 núcleos gráficos contra dois do A5 normal. Pensava-se assim que a Apple teria acrescentado dois núcleos de processamento genérico a este processador, duplicando assim performance total para o dobro.
E esta seria efectivamente a solução mais lógica e, eventualmente, mais económica. Mas no entanto seria uma solução sem futuro uma vez que o processador ficaria assim espremido ao máximo, bem como uma situação pouco vantajosa a nível energético.
Surgiram então aqueles que defendiam que o A6 era na realidade um processador com dois núcleos, e baseado no novo ARM 15. E essa foi uma situação que foi comprovada ao se analisar ao raio X o processador do telefone.
O revelado mostrava um processador genérico com dois núcleos, e uma placa gráfica com três núcleos.
Concluía-se assim que tanto a gráfica como o processador central, para obterem performances duplas face à geração anterior, teriam de possuir mais velocidade de relógio.
A questão era que, se na placa gráfica essa situação era conseguida com um aumento de poucos MHZ, já no processador central, ao ser efectivamente usado um ARM 15, o ganho teria de ser entre os já referidos 40 a 60%, e o processador teria de correr entre os 1400 e os 1600 Mhz, uma situação que os programas de análise contrariavam ao reportarem um processador a 1020 MHz.
O que existiria então ali?
Pois bem, sabe-se agora que os programas de análise, ao detectarem incorrectamente o processador, estavam a dar uma velocidade errada. A velocidade real é agora medida correctamente, e cifra-se nos 1300 Mhz.
A questão é que 1300 Mhz é menos do que o que seria necessário para colocar os novos ARM15 a obterem uma performance dupla da do antigo A5 da Apple, baseado num processador ARM 9.
Teria de existir mais qualquer coisa.
E efectivamente há. O A6 não é baseado no ARM 15 como se fazia crer. Na realidade o processador nem sequer é baseado no ARM 9 existente nos processadores da série A5. Trata-se de um processador completamente novo, e criado pela Apple, com uma tecnologia dá pelo nome de Swift.
Trata-se de um processador dual core concebido inteiramente pela Apple, e que usa o sistema de instruções ARMv7 devidamente licenciado.
O processador é fabricado pela Samsung num processo de 32 nm, sendo 22% mais pequeno que o A5, e acima de tudo, muito mais eficiente energeticamente.
Apesar de o sistema de instruções base serem ARMv7, o processador possui ainda instruções proprietárias e optimizações específicas, bem como alguns elementos retirados aos ARM 15.
E ao contrário dos processadores dual core ARM9 que partilham um único processador de virgula flutuante (FPU – Floating point unit), este A6 possuiu duas unidades FPU.
Curiosamente, um dos aspectos mais entusiasmantes da arquitectura do A6 é que os núcleos são dispostos manualmente lado a lado. Esta era uma situação algo comum até à alguns anos nos processadores Intel e AMD, mas que foi abandonada em favor do calculo automático de processadores onde o criador apenas refere o que quer e o software cria o chip. Aqui os dois processadores foram dispostos manualmente, numa situação notoriamente mais morosa, e que sai mais cara de construir, mas com resultados finais em termos de velocidade que são notórios.
O resultado final é um processador impressionante que mesmo com o uso dos novos ARM 15 pela concorrência, se portará à altura.



Produzido pela Samsung???? fiquei perplexo… Tanto se falou que a Apple ia deixar de encomendar material à samsung… Parece que não foi desta. Parabéns à Apple pelo “desenho/criação” e parabéns à Samsung pela execução…. De facto é um processador à altura dos novos exynos 5 (nexus 10), pelo menos é o que parece…
É verdade. A nível de LCD’s a margem era pequena e a Samsung deixou de estar interessada, mas ainda deve fazer uma boa maquia nos CPU’s.
1 pouco mais sobre o assunto
http://www.itouchbr.com.br/2012/11/06/a6x-e-analisado-internamente/