Uma palavrinha dos nossos patrocinadores - o artigo que procura encontra-se em baixo



Retomando o nosso artigo

 

Apesar de actualmente quando vemos notícias relacionadas com as agências aeroespaciais, parece que existem milhares de situações que podem dar para o torto, a verdade é que antigamente todas essas situações pareciam não existir.

Basta ver o sucesso que a Nasa teve com as missões dos anos 70 e 80, particularmente a Voyager 1 e a Voyager 2, lançadas em 1977 para estudar Jupiter e Saturno.

A verdade é que estas duas sondas fizeram tudo o que estava previsto fazerem e depois foram lançadas para o espaço profundo com o intuito de recolher e enviar dados, bem como de tentar contactar com outras civilizações.

Decorridos 34 anos, as duas sondas continuam a funcionar e regularmente mandam informação para a terra.

Mas centremos-nos na Voyager 2, uma sonda que está a gora a 14 484 096 000 km da terra, numa zona denominada de “heliosheat”, e irá abandonar o nosso sistema solar. Mas para fazer isso, e continuar a funcionar, a Nasa necessita de activar um conjunto de motores auxiliares que nunca foram usados anteriormente.

Esta mudança é necessária para poupar energia na ordem dos 12 watts. Ao poupar essa energia a Voyager 2 descerá o seu consumo de 270 watts para 258 watts, o que pode não parecer muito, mas com a diminuição das energias de reserva da sonda, esta pequena poupança pode significar algo como uma década de funcionamento. A única preocupação é saber se estes motores irão funcionar correctamente uma vez que nunca foram usados e já se passaram 34 anos desde a sua concepção.

No entanto, em 2004 a Voyager 1 fez exactamente esta mudança e sem problemas, isto apesar de essa sonda ter um maior desgaste do que a Voyager 2 ao já ter activado os seus motores 353 mil vezes (318 mil na Voyager 2).

O comando para a mudança foi emitido no dia 4 de Novembro, mas só a 14 desde mês chegará a confirmação se a operação teve ou não sucesso. A correr tudo bem, em 2021 teremos novas notícias sobre esta sonda :) .

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  3 Responses to “Após 34 anos Voyager continua a funcionar e vai agora mudar para motores auxiliares.”

Comments (3)
  1. Absolutamente fantástico! As primeiras sondas a serem lançadas continuam a contribuir para a nossa curiosidade e enquanto mantiverem contacto serão sempre pioneiras porque nenhuma outra sonda conseguirá ir tão longe enquanto esta mantiver os motores a funcionar.

    • É verdade… Impressionante como a tecnologia antiga era fiável.

    • wolf, os motores não são grande problema em si. Apenas servem para pequenos ajustes de rotação, para apontar instrumentos para os sitios a estudar, e para manter aquela grande parabólica apontada para a terra para manter as comunicações. Só ocasionalmente são usados. No vácuo do espaço não há atrito e portanto, mesmo sem motores, as sondas continuarão a viajar e a afastar-se. O problema são os geradores de energia eléctrica, que vão perdendo potência com o passar dos anos. Cada vez menos instrumentos têm energia para funcionar, até que lá para 2025 tudo deve desligar-se. O que fizeram agora, de mudar para os motores de backup, poupa alguns watts pq os aquecedores que impedem as linhas de combustível de congelar gastam menos.

      Seja como for, mesmo depois de completamente desligada, é provável que a Voyager 1 seja o objecto feito pelo homem mais distante da terra durante muitos anos. A não ser se inventem finalmente os motores “warp”. :)

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