E o jogo revelação de 2014 foi: Driveclub!

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O artigo que se segue é 100% de opinião. E nele explica-se o motivo pelo qual, na nossa opinião, Driveclub é o jogo revelação de 2014.

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Driveclub foi uma decepção. O jogo prometia um grafismo arrasador, e que seria um grande jogo de carros. Mas foi adiado um ano, e passado esse ano, quando foi lançado, os problemas com os servidores eram uma constante. O jogo estava longe de ser a experiência social prometida, e graficamente, em alguns aspectos, desapontava.

Pelos motivos expostos, e sem uma versão gratuita disponível na PSN+, algo que deverá acontecer brevemente, resolvi passar Driveclub. Tive inclusive a oportunidade, já algum tempo depois do lançamento do jogo, de o jogar utilizando a opção de partilha de jogo da Playstation 4, e o que vi decepcionou-me.

Apesar de já nessa altura lhe reconhecer características extremamente interessantes a nível da condução, o grafismo, apesar de globalmente deslumbrante, desapontava em alguns pequenos pormenores. Era um jogo de carros interessante… mas faltava-lhe algo.

Até ao momento Driveclub teve direito a 9 actualizações para correcções de problemas, mas igualmente correcções de bugs, problemas de performance e outras situações. Estas actualizações acrescentaram igualmente conteúdo e… alterações.

O resultado após estas 9 actualizações é… um jogo novo!

Nem sei como definir Driveclub após as actualizações… é pura e simplesmente fantástico, e bem diferente do que foi lançado!

A nível de condução o jogo consegue um equilíbrio entre o arcada e o realismo que considero perfeito. Torna-se um jogo com o grau de realismo desejado, mas com o toque de arcada que elimina as frustrações de um Gran Turismo sempre que é necessário retirar uns segundos adicionais a um tempo. O resultado é um jogo que dá prazer jogar, e acima de tudo onde o bater de tempos é um prazer uma vez que a sensação de que tal é uma tarefa possível é algo que passa claramente.

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A única queixa que actualmente coloco é o elevado “efeito de elástico” que está por vezes presente, e que a equipa promete corrigir num futuro patch. Em que consiste este efeito? Pois bem, a sensação que dá é que o adversário mais próximo se prende ao nosso carro com um elástico! Quando passamos por ele o elástico estica, mas a certa altura puxa o adversário para nós de forma a que este nos volte a passar, ou a dar competição. Está, por vezes, talvez um pouco exagerado, mas a equipa promete mexer um pouco na IA num futuro patch que poderá corrigir essa sensação.

A nível gráfico as pequenas correcções de bugs e problemas resolveram aquilo que eu apelidava de escalas anormais. Blocos de neve que não pareciam realistas, movimentação de água a uma escala que dava ideia estarmos perante um universo em maqueta, etc, são situações que não detecto agora no jogo. Inclusive algumas texturas de menor definição que desfiguravam o jogo, foram substituídas (ou o seu streaming ajustado). O grafismo está agora melhor que nunca.

Eis um exemplo de algo que era bem notório:


Antes_depois

A iluminação sempre foi um dos pontos fortes de Driveclub. A iluminação foto realista e dinâmica é pura e simplesmente espectacular, e visualizam-se efeitos de sonho como o que se segue. Reparem no pormenor do reflexo da luz no vidro e as diferenças para os diversos níveis de sujidade ali presentes. É um pormenor de classe que acrescenta ao realismo.

A inclusão de mais carros e mais pistas (gratuitos) foi igualmente um acréscimo bem vindo. Trouxe mais variedade ao jogo, que não existia na versão inicial.

Mas os pontos chaves de toda a grande mudança que reabilitou o jogo foi a inclusão do Photo Mode e a inclusão dos efeitos atmosféricos, e que em conjunto permitem visualizar pormenores tão belos como este.

Os efeitos atmosféricos são aliás o ponto de maior destaque pois nunca nenhum jogo, de carros ou outro, levou a sua implementação a um realismo tão elevado (leiam mais sobre eles aqui).

Uma situação que deverá ter passado despercebido a muitos é a actualização sonora a que o jogo teve direito, e que o tornou em um dos jogos com o som de motores mais realista até hoje criado. É uma faceta a que poucos dão atenção, mas que neste jogo está levada ao extremo do realismo, devendo ser experimentada com um sistema audio AC3 para a percepção plena da sua qualidade. A qualidade sonora deste jogo irá inclusive dar direito a uma sessão na Game Developers Conference 2015 onde a equipa explicará a metodologia aplicada para a criação de um audio com esta qualidade.

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Com estas actualizações a acréscimos Driveclub passou de um jogo ignorado a jogo indispensável. Pelo menos na parte que me toca. É, para mim, o jogo de 2014 que melhores gráficos apresenta, com efeitos atmosféricos e gestão das gotas de água foto-realistas. E ao conduzir quase se sente a humidade o ar e o frio da chuva. É realmente impressionante, e uma das melhores amostras daquilo que a nova geração pode fazer, e o facto de após alguns “patches” este jogo ter passado de um pretendente que não era mais que um patinho feio, estando agora a revelar-se ser afinal um belíssimo cisne, torna-o para mim na revelação do ano, e merecedor actualmente do destaque que não teve na altura certa!

Nota: Curiosamente preparamos este artigo no dia 23 de Dezembro, antes de fazermos uma pequena pausa de férias. Mas na altura da publicação deste artigo, constatamos que os Wesistes GamingBolt e DualShockers elegeram Driveclub como o jogo com os melhores gráficos de 2014, uma opinião que vai de acordo com a nossa e que, tal como o nosso artigo, mostra que realmente este foi um jogo que após um lançamento desastrosos, realmente renasceu para se revelar um produto de elevada qualidade.

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Readers Comments (10)

  1. Joguei Driveclub e realmente ele se tornou um jogo fantástico, mas continua sendo um absurdo um jogo tão adiado precisar de 9 atualizações para enfim se tornar o produto pensado, mas cada um tem sua opinião…

    • Não está isso em causa… Mas tambem não o estou a nomear jogo do ano. Apenas o jogo revelação! E ele é uma revelação no aspecto que era mau no lançamento, julgava-se perdido, e no entanto, recuperou ao fim de vários patches para se tornar no jogo que é!

  2. Foi pena então o que aconteceu, porque falhou em criar impacto.

    Não percebo porque não decidiram adiá-lo mais um bocado.

    Antes isso que entregá-lo aos pedaços.

    • É o efeito The Last Guardian. Vai o desenvolvimento, vão os traillers, as E3… Fica a espera… Se adiassem mais seria como se dissesse não vale a espera…

  3. Sou um grande fã de jogos de corrida, iniciei com Enduro no Atari, passei pelos Top Gear 1 e 2 (o 3 foi horrível) no SNES e enfim conheci Gran Turismo no PS1, jogo ao qual tenho coleção de edições.

    Em 2013 eu iria comprar o PS4 no lançamento devido ao Driveclub, quando anunciaram o adiamento do jogo decidi não comprar o PS4. Em julho de 2014 comprei o PS4 devido a cotação do dólar e esperar o lançamento do Driveclub, fiquei 1 mês e meio jogando Resogun até comprar o infamous Second Son.

    Um mês e meio depois veio o lançamento de Driveclub e estava ansioso pelo jogo, reservei a pré-venda da mídia física e no dia do lançamento a loja me informa que somente teria o jogo 20 dias depois. Como estava ansioso pelo jogo cancelei a compra nesta loja e encomendei em outra com o envio expresso, 4 dias após recebo o jogo e o que vi foi algo decepcionante, sem online e com modo carreira monótono.

    Vieram algumas atualizações e o online começou a funcionar, o que me fizeram voltar a ter interesse no jogo, mesmo com dificuldades em se conectar em algumas corridas, mais outras atualizações e o que vejo é um jogo totalmente diferente do que comprei na pré-venda. Os gráficos que antes pareciam do PS3 agora me surpreendem, principalmente quando há alteração climática, para mim o melhor efeito climático de jogos de corrida no momento, nem o vídeo de efeitos climáticos do Project Cars, lançado semana passada, me surpreendeu. Realmente, assim como o Xbox One, o Driveclub ressurgiu e hoje é um novo jogo.

    Mário, discordo sobre o efeito elástico que você citou. Uma explicação seria (partindo para a simulação) o canal de vácuo gerado pelo carro da frente e que tem efeito até uma certa distância entre os 2 carros, como consequência o carro que está atrás consegue ser mais rápido devido a falta de resistência do ar. Vários jogos implementam isto: Gran Turismo, Forza, Need for Speed.

    Outra coisa que aprendi no Gran Turismo sobre o canal de vácuo é que se um conjunto de carros implementar este canal alternadamente(um carro está na frente em seguida o carro que está atrás ultrapassa devido o vácuo, aí o carro que foi para trás utiliza o vácuo para ultrapassar o da frente, sucessivamente) eles conseguem alcançar os carros distantes em pouco espaço de tempo, este exemplo é um dos desafios do Gran Turismo 5 ou 5 prologue, creio eu. Em algumas corridas do Driveclub percebo estes grupos de carros e tempos após este grupo está perto, confirmando o que citei acima.

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