A Xbox One morreu! E dela renasceu uma nova consola… Muito mais apetecível, potente e interessante que a primeira.

Em Novembro de 2013 a Microsoft lançava uma nova consola. E o mercado não gostou!
O conceito era terrível. Face ao esperado pelo público, o que a Microsoft oferecia era uma consola dividida, com o foco principal na interactividade com a TV e não nos jogos, com DRM que impedia o uso de usados, com obrigatoriedade de ligação à internet, e com um Kinect que se via como algo opcional mas que era vendido como obrigatório subindo e bastante o preço do produto.
Resumidamente, a Xbox One não era verdadeiramente uma consola. Era um sistema multimédia com grande foco na TV, no Kinect, e que possuía igualmente funções de consola.
Apesar das queixas a Microsoft mantinha-se irredutível insistindo nas suas políticas. Alegava que para quem não queria a obrigatoriedade da internet havia um produto alternativo chamado Xbox 360. E quanto ao Kinect, esse era impossível de se remover: A Xbox One era o Kinect e o Kinect era a Xbox One.
A consequência destas políticas era uma consola limitada, capada, e sem se definir. Um produto ao qual o mercado reagiu mal, e votou com a carteira, penalizando-o severamente.
E perante a realidade das coisas, a Microsoft teve de reagir. Steve Ballmer, CEO na altura e um dos grandes responsáveis pelo conceito dado à Xbox One foi afastado (a história oficial é que se reformou) e Don Mattrick, responsável pela Xbox foi obrigado a retratar-se e a remover as políticas que defendia, nomeadamente as restrições ao uso de jogos usados e à ligação permanente (pelo menos uma vez a cada 24 horas).
Naturalmente, dada a má aceitação da consola junto do público, a anulação destas medidas tão defendidas por Mattrick acabaram por tornar a sua posição no cargo que ocupava, insustentável. Actualmente Mattrick não trabalha para a Microsoft, tendo aceite o cargo de CEO da Zynga.
Em Março de 2014 Satya Nadella recém eleito CEO da Microsoft em substituição de Balmer, nomeia Phil Spencer para tomar conta da divisão Xbox. E Phil mata de vez a Xbox One tal como a conhecíamos!
Phil Spencer é um homem de jogos! Não é um visionário, é um homem prático, e com uma visão da consola semelhante à que o público possui. E com ele a Xbox One perdeu toda a sua ambiguidade, tornando-se num produto centrado naquilo que o mercado que a adquire quer: Uma verdadeira consola de jogos!
E com Phil a Xbox One renasce! O não desejado Kinect foi removido permitindo à Xbox One ser competitiva a nível de preço. Um Kinect que apesar de anteriormente referido como obrigatório era usado apenas como algo opcional, nunca tendo sido marcante na consola. É aliás um produto que sempre foi polémico no tocante ao mercado dos gamers Hardcore que nunca o apreciaram.
A situação foi tremendamente chata para aqueles que o tinham adquirido forçosamente que se viram em casa com um produto adquirido como fundamental e que agora estava relegado a… algo dispensável. Mas os ganhos desta atitude foram claramente compensadores! Tendo sido um desses prejudicados, reconheço que, na minha perspectiva, ganhei mais com o que a consola passou a oferecer sem o Kinect, do que aquilo que poderia oferecer com ele.
É que junto com a remoção do Kinect vieram as alterações ao firmware que removeram uma série de restrições devidas a reservas existentes na consola. E sem elas a consola pode finalmente usar a sua potência na totalidade, algo que antes nem sequer era possível.
E desde essa altura a Xbox One centrou-se apenas numa ideologia! Os jogos! Os estúdios que iriam produzir conteúdo TV para a Xbox One foram fechados, e apenas a série Halo escapou pela sua associação a um conteúdo tão querido dos jogadores.
Com Phil Spencer, a Xbox tornou-se numa rival à altura da Playstation 4! Os jogos de qualidade apareceram, as equipas dedicaram-se exclusivamente à optimização das ferramentas e software da consola, procurando espremer a mesma até à última gota. E tal tem vindo a ser conseguido com bastante sucesso. Partindo com ferramentas atrasadas a Microsoft recuperou einclusive está actualmente à frente no que toca ao uso do CPU onde já liderava com 9.4% de maior velocidade de relógio e menos latência de memórias, tendo entretanto libertado parte de um sétimo núcleo (não na sua totalidade mas entre 50 a 80%), algo que a consola da Sony ainda não faz. E mais CPU em caso de “bottlenecks” pode igualmente significar mais GPU.
Da mesma forma, o uso da ESRAM foi reduzido em alguns casos em 45%, uma optimização que promete reduzir em muito os problemas com os 1080p.
Mas as alterações que Phil Spencer tem vindo a promover não se ficam por aqui. Maior interacção com as equipas Third Party, compras de exclusivos, etc. Tudo investimentos na área de foco da consola.
Mas para que isto funcionasse, dada a novo ideologia, com Phil Spencer a equipa viu várias pessoas defensoras das ideias iniciais afastarem-se:
- Marc Whitten - Foi Vice Presidente da divisão Xbox e era o maior defensor da Xbox como uma plataforma de TV. Naturalmente este tipo de visão não tem lugar na nova Xbox e actualmente, por opção, não trabalha para a Microsoft.
- Ben Smith - Partilhava a ideologia do senhor de cima, e era o Manager de programação TV da Xbox. Igualmente, por opção, já não trabalha na Microsoft.
- Multerer - Era o responsável pela plataforma que permitia à Xbox One ser uma consola, mas igualmente correr aplicações windows. Saiu igualmente da Microsoft.
- Kareem Choudhry - Estava à frente do desenvolvimento Kinect. Continua na empresa mas foi promovido e é agora director de desenvolvimento da Xbox. Para Phil Spencer, o Kinect é apenas um periférico, mas a competência conta. Terá visto nesta pessoa a competência mas num lugar errado, e recolocou-o.
Um outro membro que saiu, foi Boyd Multerer. Este senhor foi o fundador do Xbox Live e esteve por detrás da Xbox 360. É o responsável pelo desenvolvimento dos três sistemas operativos em um que estão na Xbox One.
Os motivos do afastamento de Boyd são pouco claros, mas ao contrário de todos os restantes membros que foram para outras empresas, este senhor está agora, juntamente com a sua esposa, a gerir o website interactivo e erótico, Silkwords, sem previsões de outras coisas a curto prazo. Aqui acredita-se em questões pessoais pois este senhor seria uma aparente mais valia para a equipa.
Independentemente dos motivos pelos quais este ultimo senhor saiu, a realidade é que da equipa responsável pela Xbox One que foi lançada em Novembro restam já poucos elementos. E isso é caso para se dizer que actualmente o que temos é efectivamente uma nova Xbox One. Uma Phoenix renascida das cinzas e que neste momento deverá orgulhar os seus donos de a possuirem.
E agora uma coisa se pode dizer sem receios: A”nova” Xbox One é agora uma consola digna desse nome, e extremamente competente no que faz.
Um absurdo o que a Microsoft fez com seus consumidores, não a toa perdeu muito mercado pra Sony, pelo menos está tentando correr atrás do prejuizo, que sirva de lição…
Gostei muito do que escreveu Mário, grande post, sem dúvida uma lufada de ar fresco para a Xbox. Ainda bem que tiveram a competência de pôr o dedo na ferida e mudar o que tinha que ser mudado, tinham rumo à ruína. Isto certamente é uma chapada de luva branca a todos aqueles que diziam que a Xbox One ia pôr fim à divisão Xbox e a retirada da Microsoft no mundo das consolas etc etc. Disse-te a uns tempos atrás que tinha comprado a Xbox One devido ao meu núcleo de amigos, entre outras razões também, gosto mais do comando e do Live mas hoje posso dizer com orgulho que comprei a Xbox One porque é uma grande consola e que tem em si uma grande equipa a apoià-la. Obrigado Mário por seres indiferente a marcas e seres um ” Phil Spencer” português lol. Bom ano e um abraço.
Infelizmente Ricardo, aqui há muito fanboy! E esses fanboys não aceitam críticas! Mas eu critico o que deve ser criticado, e elogio o que deve ser elogiado.
As alterações nas políticas a a liderança de Phil Spencer tornaram a Xbox One num produto desejado e de qualidade. Aquilo que quando foi lançada não era! Era um produto limitado e castrado.
Agora não! A consola está bem diferente. E para melhor! Fui um dos prejudicados ao ter de pagar um pisa papeis chamado Kinect que me foi impingido como obrigatório e que agora é um opcional. Um periférico do qual eu nunca gostei e que nunca compraria (diga-se apenas que gosto de jogos mas não de andar a gesticular feito maluco na sala). E mesmo assim, tendo motivos para poder estar chateado com esse pagamento extra, curiosamente não me importo nada com isso. Acho que não só a Xbox ganhou, como eu ganhei. Actualmente vejo-a como uma consola em pleno. Uma competidora da PS4 que antes não via. E mais potente ou menos potente que a da concorrência, agora sim, agora enquadro-as na mesma liga. E por isso escrevi este artigo. Não para agradar seja quem for, pois aqui não ando a agradar ninguém, mas porque essa é a minha visão, a minha opinião. A Xbox que foi lançada era, comparativamente ao produto da Sony um fiasco. E demorou a mudar, mas mudou! O Phil Spencer é o responsável e desde à muito tempo que ando a elogiar as suas políticas. Inclusive em um artigo que escrevi considerei-o a personalidade tecnológica do ano.
As mudanças são uma realidade e só ocorreram porque a Microsoft reconheceu o erro! Ou seja, a opinião deles no fundo batia certo com a minha pois se tal não fosse, não tinham mudado. O que é de louvar aqui é o que dizes, a competência de meter o dedo na ferida, e alterar as coisas!
Infelizmente os fanboys da Xbox nunca reconheceram isso! Para eles estava tudo bem! A XBOX sempre foi o máximo! Mas esses deviam era ter vergonha e criticar o que era de criticar pois por eles a consola estava muito bem como estava. Afinal ela já era o máximo e era!
Eu sei Mário, ser fanboy a meu ver é uma doença do foro psicológico (atrasados mentais) e que infelizmente há em grande número. Eu sempre gostei da Xbox mas eu tenho olhos na cara e sei ver a realidade das coisas. Estive quase, mas mesmo quase para comprar a PS4, uma consola mais potente, mais barata, com melhor suporte no nosso mercado, com uma politica virada aos jogadores invês da Xbox One com o seu pisa papéis. Pois eu também fui um dos obrigados Mário, aliás a culpa é só minha porque nunca fui apologista de comprar novidade mas este ano perdi a cabeça e agora não vale a pena chorar. Ainda tenho esperança que o Phil arrange uma solução plausível para o Kinect, a ver vamos. Só não comprei a PS4 porque estou à espera que desça um pouco de preço mas o mais certo é comprá-la mais cedo ou mais tarde. Fui gamer desde o 48k, depois o Commodore Amiga 500 e PC, mudei para as consolas desde Dreamcast (nostalgia), e depois Xbox, Xbox 360, PS3 e agora a Xbox One, tenho a minha marca de referência mas se vejo que estão-me a enfiar o barrete rapidamente mudo, mas no fundo sempre acreditei na Microsoft e foi o que me fez ficar.
Não é que não tenha confiança na Microsoft. Mas as empresa são empresas. Se as políticas iniciais foram o que foram foi uma tentativa de obter mais lucros do mercado controlando-o mais. A Microsoft quer agradar como qualquer outro, mas as empresas não são amigas do consumidor. A Microsoft mudou porque as pessoas votaram com a carteira. E quem o fez não o fez porque não gostava da Consola. Fez o que fez exactamente porque gostava. Assim como no meu caso. Sempre que critiquei não foi porque não gostasse mas porque queria ver a XBox a justificar o seu nome e a fazer justiça à qualidade que a anterior consola trouxe ao mercado dos jogos. O agradecimento foi o ser chamado de fanboy quando na realidade apenas sempre mostrei descontentamento pelo mau rumo que a consola tinha. Mas o apanhado da notícia revela agora uma nova realidade. A consola mudou e pretende manter-se mudada sendo que agora, na minha opinião, é finalmente uma consola digna desse nome.
Boa noite Mário, primeiro eu gostaria de parabeniza-lo por sua excelente matéria, eu gostaria que não me confundisse com um fãnboy, pois na minha escolha entre Ps4 e Xbox One, eu escolhi o Ps4 porque as propostas do Xbox não me agradaram tanto, mas eu tenho eu dúvida ultimamente eu tenho lido muitas matérias a respeito de como a microsoft está lidando com o Xbox seja com novas SDK’s, liberando o 7 núcleo e trazendo ótimos jogos, o que é uma coisa muito boa ela buscar sempre melhorar o seu produto, a minha dúvida é se você sabe de alguma atualização ou coisas desse tipo vindas da sony, pois nunca ouvi falar nada desse tipo dela, gostaria de saber sua opinião sobre esse assunto. Agradeço sua atenção.
Naturalmente só a Sony saberá como quando e se alguma vez libertará um setimo núcleo, mas a realidade é que isso é uma situação expectável. E teóricamente, tanto Sony como Microsoft podem inclusive libertar a totalidade dos núcleos, bastando para isso que os serviços do OS fique inacessíveis.
Se acompanhaste a PS3 ela possuia um PPU e 7 SPUs. Inicialmente a Sony reservava 1 SPU para o OS, mas no final da vida da consola os 7 já estavam disponíveis para os jogos.
E isto é algo que sempre se esperou que viesse a acontecer com estas consolas, com a libertação progressiva de recursos anteriormente reservados.
Diga-se aliás que vendo os interfaces de ambas as consolas, a libertação do 7o núcleo parece ser bem mais fácil na PS4 do que XBox onde funções como o Snap existem.
O que foi um pouco novidade foi a libertação desse núcleo na XBox acontecer já numa altura tão prematura da vida das consolas. Mas o certo é que a XBox é prematura em muitas coisas pois a necessidade de lutar no mercado assim o tem obrigado. Mudou a sua filosofia, removeu o Kinect, retirou as reservas, desceu o preço, fez promoções no primeiro ano que vendiam a consola a menos de metade do preço de lançamento, etc.
No fundo a Microsoft apenas está a lutar por um lugar ao sol, e a libertação já deste núcleo tinha como intenção conseguir obter alguma vantagem de CPU sobre a PS4 durante algum tempo de forma a criar uma imagem diferente da consola. Infelizmente para a Microsoft, a divulgação do SDK deixou o segredo revelar-se antes disso acontecer, pelo que sim, é lógico que a Sony responda muito brevemente com uma atitude igual libertando igualmente um 7o núcleo.
Se o fará ou não, como disse no início, só eles saberão pois só eles conheçem a realidade da consola.
De resto os SDKs da Sony, tem vindo a ser melhorados, com a Sony a dar enfase na última release a rotinas automatizadas de uso do GPGPU, mais especificamente a passagem de fisica do CPU para o GPU, sendo que tal como o da Microsoft, nenhum deles está ainda completo.
Seja como for toma sempre em conta uma coisa. O conteúdo dos SDKs são secretos. Não é suposto ser do conhecimento público estas situações. O que se está a saber deve-se a um grupo de hackers que libertaram o SDK da Xbox, sendo que o da PS4 se mantêm em segredo. E depois no que toca a dar a conhecer situações sobre a realidade da consola, a Team Ice da Sony é bem mais recatada que a Microsoft.
PS: não é a escolha de uma consola que define um fanboy. Essa mera escolha é um direito e um gosto pessoal! Daí que não exista uma escolha certa e uma errada
Feliz Ano Novo aqui a todos na PC Manias.
Só digo uma coisa: É pena que Phil Spencer não tenha sido responsável por este projecto desde o início. Assim poderíamos ter uma plataforma verdadeiramente impressionante. Em vez disso, temos agora problemas com a ESRAM, que podem ser solucionados mas que para tal é necessário vontade, e cortes na gráfica que a deixam atrás da concorrência. Mesmo o design deixa que desejar e as últimas notícias sobre os grandes avanços no SDK apontam para um sistema que já começa a ser expremido até ao tutano.
2014 foi uma vitória para a xbox ONE, por uma ligeira margem, mas assim o foi, ajudado sobretudo pelo adiamento de diversos títulos na ps4, e pelo desastroso lançamento de Driveclub, que impediram o jogo de brilhar e que não tem qualquer justificação. mesmo a margem de quase 100% em termos de vendas que a ps4 tinha de superioridade foi sendo colmatada.
Só tenho um apontamento: acho que a aposta da xbox nos serviços tv não era assim tão disparatado se se tivesse sabido como implementar o aparelho, nas diferentes realidades do mundo. Não foi isso que aconteceu e foi uma pena.
Esperemos por um 2015 bem excitante.
Há ainda limitações que me incomoda como a obrigatoriedade de assinar a li e para fazer várias coisas na Internet como assistir metálica , abrir uma simples página ate pra eu jogar online eu preciso assinar a live
Eu compro o jogo e so pó do jogado online se eu assinar , ridículo isso
Não deixo de te dar razão. Mas tal como a PSN as vantagens da adesão justificam o custo. E uma vez pois pago essa situação fica algo esquecida.
Pelo que eu saiba no momento não é mais necessario pagar pela Live para utilizar a internet ou apps ela é necessaria apenas para jogar online e receber os jogos gratis.
No mais Mario eu pessoalmente acho que o Kinect foi mal aproveitado pela MS coisas como login automatico por reconhecimento facial e comandos de voz são muito uteis e gostaria inclusive de telos no PC e acredito que aos poucos isso deve acabar chegando ao mesmo nem que seja primeiro para os smartphones e tablets mas ainda chegará realmente o trabalho que Phill Spencer está fazendo com o Xbox é digno de louvor e eu espero que melhore cada vez mais.
Digno de louvor é favor Ziel. Aquilo que eu criticava faltar na Xbox One neste momento já não falta! A equipa recuperou e transformou a One numa consola completa.
Isto pelos antigos conceitos da Xbox One era algo que nunca aconteceria. A consola nunca foi concebida para ser uma consola, mas um sistema multimédia onde a consola era apenas um dos elementos. Isto não é mera competência, é visão de mercado, das necessidades e daquilo que os utilizadores querem!
E aparentemente em breve vamos ter notícias sobre o Kinect. O Phil pode não o achar primordial e opcional, mas não parece que o vá deixar ficar como pisa papeis… E pretende dar-lhe relevo!
E realmente poderás ter razão Ziel. Aparentemente desde Maio deste ano que a obrigatoriedade de adesão ao Live Gold para aceder a apps e ao browser deixou de ser uma realidade. Eu como pago, não me apercebi :). E na altura a notícia passou-me ao lado, pelo que não tinha essa consciência.
http://www.eurogamer.net/articles/2014-05-13-microsoft-to-remove-xbox-live-gold-paywall-for-streaming-apps
A Xbox One deve o seu nome devido à promessa da Microsoft de que a mesma seria a maior fonte de todo o nosso entretenimento, durante a sua apresentação mundial a palavra TV foi repetida uma e outra vez estando a empresa totalmente focada em apresentar a sua próxima consola como um sistema multimédia all-in-One, parte integrante desta estratégia era o kinect, aquela coisa que a Microsoft nos tentou impor na Xbox 360 e que se tornou parte integrante da experiência Xbox One, forçando o seu uso e com a promessa de que seria uma parte integral do sistema.
A Xbox One já tem um ano de mercado e tornou-se bastante claro que o que a Microsoft visionava não era aquilo que era capaz de produzir, além disso todas as polémicas desde a sua revelação e lançamento pintam a Xbox One não como uma força de entretenimento all-in-One mas antes uma consola construida de mentiras e reviravoltas.
O kinect era alegadamente crucial para a Xbox One, a Microsoft fazia questão de mencionar que teria que estar ligado em todas as ocasiões, é claro que quem tem uma Xbox One já sabe que isso é treta, no entanto o peixe vendido desde o primeiro dia era o kinect era tão importante ao ponto da companhia estar suficientemente confiante em cobrar mais 100$/€ que a PS4 o que levou a que muitos estudios como a Harmonix embarcassem em jogos exclusivos para o periférico porque toda a gente com Xbox One teria o kinect, já não era um opcional e dispensável periférico…até que a Microsoft decidiu torná-lo num opcional e dispensável periférico…
Depois de atirarem devs como a Harmonix para a lama sem no entanto admitirem o quão mentem acerca dos seus produtos, o tão crucial e indispensável kinect torna-se de repente, bastante dispensável usando a velha treta da opção de escolha, a Microsoft ”graciosamente” permite aos seus novos clientes a opção de comprar uma Xbox One mais barata mas sem o big brother acorrentado., o que é óptimo porque, que se lixe o kinect, mas não deixa de ser perturbador que a Microsoft de certa forma admita que nos mentiu a olhar olho no olho enquanto cai nas boas graças de ter conseguido uma consola mais barata mesmo que baseada em mentiras.
Após ter remetido a categoria de videojogos para segundo plano para fazer crer que a Xbox One era algo supostamente superior, a divisão Xbox no ultimo ano tem lentamente rastejado de volta ás suas origens reposicionando as suas conferências de imprensa para mostrar somente jogos, prometendo focar as suas energias no que realmente interessa, e alguns aplaudem-nos por isso esquecendo rapidamente quantidade de mentiras e treta que tentou sacar desde o inicio como aquela tentativa de DRM que tal como o kinect, uma ligação persistente sempre online era impossivel não ter, era crucial para a funcionalidade do sistema e pura e simplesmente não era possivel alterar isso, até que a Microsoft o fez, depois de defender o seu DRM, que era necessário, que era o futuro.
Sou da opinião que se deve admitir os seus erros e remediá-los, o que não tolero é desonestidade passiva sem um pedido de desculpas, pior, tentar passar tamanha atitude como algo heroico, a remoção do kinect pela boca de Phill Spencer deve-se à ”dedicação” da Microsoft acerca da escolha do consumidor, nem uma única vez ele pediu desculpa pela companhia ter mentidos aos pioneiros que compraram a Xbox One e aos devs que suportaram o kinect, nunca a Microsoft nos pediu desculpa por nos tratar como idiotas pelas suas politicas DRM e afins, até esse gesto de humildade e reconhecimento um dia acontecer, não me sinto inclinado a sentir-me grato pelos ”favores” que a Microsoft nos tem feito.
Tudo isto leva a uma conclusão que só uma pessoa sã pode ter, a Xbox One é um falhanço, pode fazer dinheiro e a consola está a vender bem o que é bom porque muitos estudios de qualidade estão a fazer jogos para ela e a competição no mercado é sempre algo positivo, mas tendo em conta o que a Xbox One era para ser, as vergonhosas reviravoltas que teve e a consola mediocre que se tornou, a One é uma barracada.
A treta do always online, kinect powered, cloud, all-in-One, foi tudo esventrado para se tornar naquela coisa em que jogam Master Chief Collection, alguns podem achar-me injusto porque a Xbox One finalmente está-se a tornar no tipo de consola que posso apreciar, mas não estou a apreciá-la, não estou a apreciá-la porque não gosto que me mintam, que me mintam repetidamente ao mesmo tempo que tentam passar a sua desonestidade e algum reconhecimento de culpa como um acto de nobreza e esplendor.
A Xbox One foi construida sobre mentiras, falhanço e terrivelmente mal executada, não estou a dizer que mancha a qualidade dos seus jogos ou a tornar numa consola absolutamente descartavel, mas não a vou elogiar por fazer o minimo expectável para me levar a adquiri-la depois de destilar diarreia meses a fio, eu pelo menos, não me vou conseguir esquecer disso…
Tens toda a razão MrGamer. Nunca ninguém negou que os erros existiram! Nunca ninguém negou que há razões para as pessoas se sentirem traídas e chateadas.
Mas depois é uma questão de análise na perspectiva da realidade do mercado e do consumidor.
É certo que um pedido de desculpas poderia ser bom. Mas não eram mais do que frases… meras palavras! Na prática o pedido está sub-entendido nas acções. Podes gostar delas ou não, achar que são suficientes ou não, mas está! Tornar a consola em algo melhor é o que a maior parte dos gamers queriam desde sempre, e isso aconteceu.
Isso não invalida que o seu historial está ligado a uma barracada da Microsoft, mas olha a 360, também não está?
A consola chegou a ter um fail ratio de mais de 50% (54,6%), ou seja, mais de metade das consolas produzidas vinham com defeito.
Naturalmente uma situação indesejável, chata e temível. Não há como a esquecer ou perdoar. Mas a Microsoft respondeu e trocou as consolas defeituosas todas. E o problema ultrapassou-se. Quem sofreu com o problema, ou esqueceu ou nunca mais comprou uma Xbox. E ninguém deve esquecer essas realidades!
Mas após o problema ultrapassado, o que aconteceu após algum tempo, ignorar a qualidade da 360 seria algo idiota.
Aqui é o mesmo. Tu não compraste uma One no início. Se a comprares agora o que está para trás é irrelevante! O que referes está muito bem para ser dito por alguém como eu que a comprou numa fase em que a consola estava longe de ser meritória e se pode sentir enganado. Mas a realidade é que não a comprei ao engano. Comprei-a, inclusive antes do seu lançamento em Portugal, porque colecciono as principais consolas e porque me surgiu uma oportunidade de a adquirir mais barata. Mas sabia de toda a realidade da consola! Quando muito poderia queixar-me que houve depois promoções onde a arranjaria muito mais barata. Mas isso na altura era futuro… e o futuro… eu não o adivinho e nem tenho de me censurar com ele. Vivo no presente!
Mesmo assim, comprando-a usada a alguém que a comprou no lançamento mas preferiu uma PS4, paguei mais do que poderia pagar se ela não tivesse o Kinect. Isso é certo, estou dentro dos que pagaram por algo que se revelou dispensável. Mas sou sincero que entre ter a consola inalterada e com as limitações iniciais ou aquilo em que ela se tornou, prefiro a segunda hipótese. Seria extremamente idiota desejar que a consola se mantivesse longe do seu real potencial, especialmente quando já tinha pago por ela.
Não quero com isto estar a desculpar o passado da Microsoft, porque não o estou a fazer. Tu ao me acompanhares sabes perfeitamente como sou: Directo e incisivo. Ao ponto de confundirem isso com Fanboyismo. Digo as coisas de forma seca, sem rodeios, e vou ao ponto. Muitos não gostam. E critiquei e critiquei as políticas da Microsoft. isso porque elas eram criticáveis. E continuarei a criticar no futuro, seja Sony ou Microsoft. Se está mal, falo!
Daí que acho muito bem que as critiques igualmente. É um direito de te exprimires sobre algo que foi uma realidade. As atitudes fazem parte da história da consola e são efectivamente censuráveis. Mas o facto é que tu de forma alguma sofreste com elas, elas mudaram, e se comprares uma consola actualmente o que está para trás ou se passou atrás, não te vai afectar nada. Daí que perante as realidades actuais onde vemos que houve efectivamente uma mudança para melhor e que está agora completa, não te podendo sentires verdadeiramente prejudicado com o que se passou (e poderá haver quem se sinta prejudicado), as tuas palavras não se adequam verdadeiramente à tua realidade.
E é com a realidade que deves viver. O futuro é uma incógnita, o passado é passado. Se actualmente o passado ficou para trás, há que ver o presente. É nele que vivemos e fazemos as nossas escolhas. Não tens de te sentir preso a um produto, uma marca, ou seja o que for. Isso é ser fanboy. A tua escolha deve ser feita ponderando o momento e a realidade desse momento. E actualmente a realidade é que a Xbox é bem diferente do que era e é uma consola na verdadeira ascensão da palavra. Sentes-te enganado pela Microsoft no passado, mas e sobre o futuro? Podes garantir que Sony, Microsoft, Nintendo ou outra marca qualquer não te irão fazer sentir novamente enganado? A vida é assim, uma incerteza, e somente o presente conta!
Pensa nisso! Se as coisas mudaram…