Retomando o nosso artigo
Mais um artigo meu que nunca passou pela PCManias, tendo sido cedido em exclusivo ao blog do meu grande amigo Carlos Martins, e que por preguiça nunca aqui coloquei. Relata a minha experiência com vários computadores e consolas ao longo dos anos, referindo para os diversos períodos os jogos que considerei como marcantes para a industria dos videojogos.
O artigo por ser demasiadamente longo, foi originalmente publicado em 7 partes, mas aqui irei colocar o mesmo todo de uma só vez:
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Quando pensei em fazer este artigo, a ideia era escrever sobre os dez jogos que na minha opinião se poderiam definir como os melhores jogos de sempre.
Apercebi-me, contudo, que tal não era fácil: Os videojogos tem vindo a sofrer evoluções gráficas e sonoras que os tornam claramente superiores aos seus predecessores, mas no entanto isso não significa obrigatoriamente um maior grau de entretimento oferecido. A satisfação que se obtinha na altura, ao desfrutar de muitos jogos agora completamente ultrapassados, com gráficos monocromáticos e meros “piiis” como som, era igual ou superior à que agora é obtida em muitos dos jogos modernos - apesar dos seus gráficos ultra detalhados e banda sonora orquestral.
Assim, perante este dilema e a dificuldade efectiva em referir os dez jogos que mais prazer me deram jogar, resolvi optar por fazer não uma única escolha que se revelaria forçosamente injusta, mas sim múltiplas escolhas associadas a máquinas e períodos de tempo.
Mesmo assim, não foi fácil limitar o número de títulos aos dez pretendidos, pois analisando todos os jogos que já me passaram pelas mãos e que me deram tremendo prazer jogar, a lista começou a crescer tremendamente.
Dividi assim a minha escolha a várias etapas: a pré-1984, onde já tinha contacto com computadores mas efectivamente não possuia nenhum; a minha era 8-bits com o ZX Spectrum; a minha era 16-bits com o Atari ST; e posteriormente várias épocas divididas em períodos de 5 anos com os vários PC’s e consolas que possuí.
O resultado final é não só um apanhado daqueles que, na minha opinião, foram os melhores jogos que joguei, mas também um passeio pelas memórias do passado que muitos irão com toda a certeza apreciar.
Fiquem então com as minhas escolhas, esperando que estas vos tragam a vocês memórias de tempos já longínquos muito bem passados.
1ª Etapa – Período anterior a 1984
Este período foi para mim marcado por três tipos de máquinas. As famosasGame & Watch (maquinetas de jogos de cristais líquidos, que agora se adquirem nos chineses, com jogos de muito pior qualidade que os originais, a 2.5€), e que foi efectivamente o primeiro sistema electrónico de jogos que possuí. No entanto, ainda nesta época tive acesso a alguns computadores de familiares, o célebre ZX 81, uma máquina com 1 KB de Ram e um dos primeiros computadores acessíveis ao público em geral; bem como um PC equipado com um Intel 8088, o predecessor dos célebres x86. Foi uma época de fascínio, pois como miúdo que era, as tecnologias e os jogos existentes, por muito maus que possam agora parecer, eram uma fonte de deslumbramento e encanto.
Para este período destaco os seguintes jogos (e nesta fase não chego sequer ao limite de dez jogos propostos):
Afundar o Bismark – ZX 81 - 1980
Infelizmente não há imagens deste jogo. Mas o seu conceito era a coisa mais simples que podia existir. Um amontoado de símbolos representava o famoso navio alemão que era colocado aleatoriamente no fundo do ecrã. A distância ao canto esquerdo do ecrã variava, e o jogo consistia apenas em indicar uma potência de tiro introduzindo um número de 1 a 9.
Após a sua introdução um * percorria o ecrã indicando o local onde o obus explodia. A cena repetia-se até se acertar, sendo que o jogo indicava o número de tentativas gastas. Jogado com amigos ganhava o que acertasse em menos tentativas.
Golf – ZX 81 - 1980
Mais uma vez não há imagem para este jogo. O conceito era em tudo semelhante ao do Bismark, mas algo mais completo. Um “P” representava a bandeira sobre o buraco num green de golf e um “o” a pequena bola. Mais uma vez apenas nos era solicitada a força de 1 a 9, mas agora os buracos tinham um “PAR” (numero de tacadas previstas). Desta forma interessava fazer o percurso todo no menor número de tacadas possíveis, preferencialmente fazendo “birdies” (uma pancada abaixo do “PAR”), “eagles” (duas baixo do “PAR”), ou um albatross (três abaixo do “PAR”). Muito simples mas para a altura era um excelente entretimento.
PACMAN – ZX 81 - 1982

Um jogo baseado num grafismo deveras rudimentar, mas que foi uma das primeiras implementações caseiras do famoso PACMAN, um título que por mérito próprio ganhou um lugar na história dos videojogos. Como tal, tendo sido a primeira versão deste jogo a que tive acesso não a podia deixar de referir aqui.
PARATROOPER – MS-DOS PC 8088 - 1982

O que dizer de paratrooper? A imagem diz tudo! Um pequeno canhão, capaz de rodar 180º tinha de abater os paraquedistas antes de estes chegarem ao chão.
Naturalmente abater os helicópteros tinha bónus pontual para álem de eliminar as fontes de arremesso de soldados, mas o fundamental era garantir que os soldados uma vez nos paraquedas não chegavam ao solo, local que, depois de atingido, estava fora do nosso alcance de tiro.
Os pequenos soldados presentes no chão dirigiam-se então para perto da nossa torre, e depois de terem uma pequena pirâmide humana formada por cinco soldados, lançavam uma granada que nos destruía o canhão. Muito evoluído e interessante, com movimentações super fluídas.
IBM ALLEY CAT – MS-DOS PC 8088 - 1984

Um dos primeiros jogos comerciais para PC a que tive acesso, Alley Cat punha-nos no controlo de um pequeno gato que tinha de andar a explorar caixotes do lixo e a saltar de janela em janela pendurado nas peças de roupa que se encontravam a secar. Dentro das diversas casas havia objectos para apanhar, mas também havia que fugir da temida vassoura que nos perseguia, Simples e divertido, até porque os gráficos para a época eram do melhor que se fazia.
Shuttle Voyage – Game & Watch - 1984

Shuttle Voyage era extremamente simples, mas igualmente viciante. A ideia era deslocar o space shuttle numa linha recta que partia do pequeno planeta azul até Saturno. Pelo caminho apareciam diversas naves e satélites dos quais a nave se podia desviar praticando pequenas correcções na rota. Na fase final do percurso havia que aguardar por aberturas na linha de asteróides que rondavam Saturno, o que nos expunha ainda mais. A sequência era repetida constantemente, mas o ritmo a que os oponentes se mexiam ia aumentando progressivamente. Repetitivo, mas viciante (e ainda funciona).
2ª Etapa – Período de 1984 a 1988
O período de 84 a 87 foi para mim um dos mais importantes no que toca à informática. Para além de ter tido o meu primeiro computador, foi nesta altura que o ganhei o bichinho e que aprendi a programar, tudo graças ao ZX Spectrum. Neste período possuí um 48K e mais tarde um 128K+2 que me fizeram experimentar as delícias dos seus jogos.
Recordo com saudades as tardes passadas com os meus primos a programar e a jogar, bem como das idas ao centro comercial Dallas para adquirir jogos. Curiosamente, ainda possuo estes dois computadores e estão ambos perfeitamente funcionais.
Eis os meus destaques para esta fase.
GALAXIANS – ZX Spectrum - 1984
Juntamente com o meu primeiro computador Spectrum vinha uma cassete com vários jogos. Desses, alguns tornaram-se clássicos e garantiram a sua presença nesta lista. Galaxians foi um desses jogos.
Extremamente simples no conceito – disparar e desviar das balas e inimigos – e com movimentação limitada às laterais, o jogo era simples mas extremamente aditivo.
O som era ridiculamente eficaz. Simples, mas de uma eficiência extrema, criando um ambiente que, para a época, era fora de série.
MANIC MINER – ZX Spectrum - 1984
Seria quase impossível falar do Spectrum e negligenciar o Manic Miner. Mais um dos jogos que vinha de origem com a minha máquina e um grande clássico.
Nunca fui grande fan de jogos de plataformas, mas nesta época houve vários que me cativaram tremendamente, sendo que Manic Miner foi um deles. Bem produzido e com boa jogabilidade exigia perícia e destreza, possuindo uma banda sonora que ainda hoje, apesar de básica, qualquer jogador desta época é capaz de cantarolar.
CHUCKIE EGG – ZX Spectrum - 1984
Não falar de Chuckie Egg seria cometer a maior atrocidade da minha vida. Foram horas e horas perdidas a jogar. Um dos jogos mais viciantes da era Spectrum e que ainda hoje experimento em emuladores. Controlar o pequeno mexicano para apanhar os ovos todos do galinheiro evitando os patos parece simples, mas não o é. Aberturas, elevadores, e escadas contribuíam para uma estrutura de jogo fabulosa e inesquecível que era ainda aumentada pelo facto de vários jogadores poderem alternar as suas partidas, tornando-o no jogo ideal para quando várias pessoas se juntavam no computador.
CYCLONE – ZX Spectrum - 1985
Cyclone foi outra das obras-primas do Spectrum e um jogo que ainda hoje se joga bem e sem chocar, quer a nível gráfico, quer sonoro ou de jogabilidade. A ideia era simples, fazíamos parte de uma equipa de socorro colocada num arquipélago de ilhas eminentemente ameaçado por um ciclone que se deslocava entre elas. A ideia era evitar os ventos fortes criados pelo ciclone e salvar as várias pessoas existentes nas ilhas recorrendo a um guincho instalado no helicóptero. A proximidade do ciclone, que se movia aleatoriamente entre as ilhas, criava ventos fortes e instabilidade no voo e caso não nos afastássemos estávamos condenados ao acidente. Havia ainda de ter atenção ao combustível e ao tráfego aéreo do local. Simplesmente fabuloso!
SABOTEUR – ZX Spectrum - 1986
Saboteur foi um dos jogos do Spectrum que mais recordo. Era relativamente curto, mas impressionava pelo grafismo e dimensão das personagens.
Controlávamos um Ninja que entrava numa instalação militar protegida por câmaras de segurança, policias e cães de guarda, com o objectivo de roubar um disco com dados ultra secretos.
Abrir portas, hackar computadores, lutar corpo a corpo ou usando as armas disponíveis eram tudo realidades existentes neste jogo que uma vez concluído dava uma satisfação tremenda e a vontade de se repetir tudo outra vez. E eu repeti-o inúmeras vezes. Oh se repeti.
DAN DARE – ZX Spectrum - 1986
O bom uso da cor sempre foi uma dificuldade no Spectrum. Normalmente os jogos que o conseguiam usavam os recursos da máquina de forma pouco inteligente, optando por um grafismo enorme e exagerado. Dan Dare conseguia de forma primorosa o que poucos conseguiram. O uso de cor era assombroso, a jogabilidade fabulosa, a fluidez era impressionante, e a história e desenvolvimento do jogo extremamente bem conseguido. Este foi um dos jogos que mais joguei e adorei no spectrum, sendo que ainda recentemente andei a jogar um bocado num emulador para matar saudades.
THANATOS – ZX Spectrum - 1986
Thanatatos era uma revolução para a época. Num mundo medieval e mitológico controlávamos o enorme e pesado Dragão cuspidor de fogo, Thanatos, contra criaturas das profundezas dos oceanos, outros dragões e acima de tudo, malvados humanos. Para tal podíamos usar a chama expelida pela boca ou as enormes garras do dragão que era capaz de levar homens e cavalos pelos ares. Fabuloso eram os ataques aos castelos onde teríamos de queimar as pesadas portas de madeira antes de podermos prosseguir.
MATCH DAY 2 – ZX Spectrum - 1987
O Spectrum maravilhou o mundo com um jogo de futebol denominado MATCH DAY. Era efectivamente dos primeiros jogos dedicados ao desporto rei onde o que víamos e jogavamos efectivamente se assemelhava a futebol. Mas Match Day, apesar de ser um bom jogo não foi dos jogos que mais me impressionaram, o que já não pode ser dito do seu sucessor, o Match Day 2. Match Day 2 era uma melhoria significativa sobre o predecessor, quer a nível gráfico, quer na jogabilidade onde se podia controlar a força do remate e mesmo dar toques de calcanhar, impondo-se assim como sendo o primeiro título de futebol realmente impressionante. Foram muitas as noites e os torneios de match day 2 com amigos. Marcante!
TURBO ESPRIT – ZX Spectrum - 1988
Uma das maiores proezas técnicas conseguidas no Spectrum contribuíram igualmente para um dos jogos mais viciantes existes para a máquina. Em Turbo Esprit conduzíamos um Lótus Turbo Esprit em diversas cidades, com o objectivo de capturar os carros dos passadores de droga locais. A atenção pelo pormenor era notável - várias faixas de rodagem, semáforos, peões, obras, homens em escadas a trocar lâmpadas, bombas de gasolina, etc - eram algumas das coisas que podíamos encontrar no jogo. Uma cidade a pseudo 3D com carros realizados da mesma forma e onde podíamos inclusive ver as luzes de pisca a indicarem as manobras criaram uma obra-prima que foi nada mais, nada menos, do que uma proeza para a época. Pessoalmente não me consigo recordar deste jogo sem me virem à cabeça várias músicas de “Bruce Springsteen” dado que habitualmente sempre que jogava este jogo estava uma “cassette” desse autor a tocar.
3ª Etapa – Período de 1987 a 1990
De 1987 a 1990 a época foi marcada pelos 16 bits. O ATARI ST foi a minha máquina de eleição, nomeadamente o 1040 FM, com 1 megabyte de ram e o seu processador Motorola 68000 a 8 Mhz. Nesta fase sofri também a influência das “arcadas”/máquinas de café, mas a realidade é que esses jogos acabaram todos por possuir uma versão para o ATARI.
Foi uma época de mudança, pois o visual gráfico mudou radicalmente face ao apresentado pelo Spectrum, e era igualmente uma época onde o PC não se revelava interessante para jogos, dado que tecnicamente era bem inferior (a nível gráfico e sonoro), apesar de mais caro.

Eis os jogos que mais destaco neste período.
POLICE QUEST 1 – IN PERSUIT OF THE DEATH ANGEL– Atari ST - 1987
A série Police Quest foi constituída por vários jogos, e fui um apaixonado por todos. Comecei contudo a perder algum interesse pela mesma quando as aventuras deixaram de ser escritas – com comandos do género “pick up gun” – para passarem a ser “point and click”. No entanto, Police Quest 1 (na foto), 2 e 3, foram marcantes e merecem um lugar de destaque pela qualidade das histórias apresentadas e interacção apresentada.
Bubble Bobble – Atari ST - 1987
Bubble Bobble é um dos jogos de plataformas mais famosos de sempre. A sua jogabilidade é viciante e fabulosa, e a sua banda sonora fica na cabeça. Conversão das “arcades”, a versão ST é uma cópia fiel e fabulosa que naturalmente teria de estar nesta lista. Um dos melhores jogos de plataforma de sempre que quem não conhece, ou não é deste planeta, ou então nem imagina o que perde.
Lançado hoje, mesmo com os gráficos originais, este jogo estava condenado ao sucesso tal é a sua elevada jogabilidade e o nível de diversão imediata obtida sendo que existem mil e uma variantes do original lançadas ao longo do tempo por diversas editoras.
AFTER BURNER – Atari ST - 1988
Uma conversão directa das máquinas de “arcade”, after burner era um colosso de acção. Extremamente repetitivo mas com explosões e efeitos visuais constantes que enchiam o ecrã e o olho do jogador. Era rápido, frenético e viciante e a versão arcada possuía mesmo uma cadeira hidráulica que rodopiava. Fascinante e cativante sabia alternar muito bem entre os momentos mais pausados e os mais tensos.
OUT RUN – Atari ST - 1988
Um dos títulos mais famosos da história dos videojogos e das arcadas viu igualmente a luz no dia no Atari ST. Out Run era uma conversão quase fiel do jogo de corridas original, apenas desprovido do cockpit, volante e caixa de velocidades ai existente.
Out Run, pela sua qualidade gráfica e sonora, associada a uma jogabilidade viciante, foi um sucesso na altura e ainda hoje é recordado como um jogo que marcou um período. Naturalmente não podia faltar aqui!
F16 Combat Pilot – Atari ST - 1988
Um título impressionante. Ficava fascinado sempre que introduzia este jogo pela qualidade gráfica e realismo apresentado. Os objectos 3D no solo, as vozes digitalizadas de aviso, o realismo da pilotagem com sistemas que podiam ficar danificados individualmente, e muitos outros pormenores, tornaram este jogo no primeiro simulador de voo que me viciou.
Mais fascinante ainda era a possibilidade de ser jogado em rede e com computadores diferentes (algo inédito na altura). Cheguei a jogar este jogo ligado por um cabo RS232 usando um PC e um ATARI ST. O primeiro jogo de rede que alguma vez joguei.
SPACE QUEST 3 – THE PIRATES OF PESTULON – Atari ST - 1989
Space Quest foi uma saga de vários episódios, dos quais destaco os três primeiros. Dos mesmos produtores da saga Police Quest, a história era transposta para um jovem cadete da academia espacial – Roger Wilco – e as histórias passavam-se, naturalmente, no espaço e em planetas alienígenas.
Space Quest foi ainda mais marcante para mim do que Police Quest, e isto derivado do meu gosto pela ficção científica, mas começou, à semelhança da série anterior, a perder com a passagem para o “point and click”. Space quest 3, em particular (na foto), é um dos meus favoritos de sempre.
SPACE ACE – Atari ST - 1989
Se os gráficos alguma vez venderam jogos, então SPACE ACE foi um dos jogos que mais vendeu por esse motivo. Com uns gráficos de arrasar para a época e que podiam perfeitamente adaptar-se a títulos vinte anos mais recentes, este era um jogo visualmente ARREBATADOR.
Infelizmente esses gráficos tinham um custo que era a interactividade. No fundo o jogo era quase uma sequência vídeo onde o jogador tinha de apertar determinados botões em determinadas alturas de forma a não morrer. Como jogo nada de espectacular, mas os seus assombrosos visuais marcaram uma época e marcaram-me a mim também.
NORTH & SOUTH – Atari ST - 1989
Terá existido alguém que tenha jogado North & South sem ficar viciado? O jogo era simples e as partidas rápidas, consistindo na conquista de territórios e na supremacia do mapa (um pouco ao género do famoso “RISCO”). Mas o fabuloso eram as batalhas: Cada exército era composto por um batalhão de infantaria, um de cavalaria e um de artilharia, sendo que nas batalhas dois exércitos eram postos frente a frente (por vezes alguns mais equipados que os outros devido a reforços recebidos). A artilharia era a mais eficaz, mas vulnerável à cavalaria que se movia depressa. Essa por sua vez era vulnerável à infantaria que era carne para canhão para a artilharia.
Um ciclo interessante e que tinha de ser gerido de acordo com as escolhas do oponente pois apenas controlávamos um destes três de cada vez. Fabulosos gráficos e jogabilidade num jogo fascinante.
XENON 2 MEGABLAST – Atari ST – 1989
Quem nunca jogou ou viu Xénon 2 Megablast está a perder um dos melhores Shoot em Up’s alguma vez desenvolvido.
Com uns gráficos fabulosos e banda sonora digitalizada dos “BOMB THE BASS”, Xenon 2 megablast é um colosso de jogo.
A qualidade gráfica, variedade das armas, a fluidez do jogo, a variedade de inimigos, os bosses fenomenais e colossais, os upgrades, a quantidade de balas e inimigos no ecrã e tudo o mais fizeram de Xénon 2 um dos melhores jogos de tiro de todos os tempos. Tinha obrigatoriamente de estar nesta lista.
THE SECRET OF MONKEY ISLAND – Atari ST - 1990
Com a passagem para o “point and click” comecei a perder grande parte do interesse pelas aventuras gráficas, mas houve um título que marcou a reviravolta não só pelo seu sistema inovador, mas igualmente pelo regresso do humor e qualidade, quer gráfica quer da história. O seu nome: The Secret of Monkey Island, tornou famoso o sistema SCUMM desenvolvido pela Lucas Arts para o jogo Maniac Mansion e que inovou muitos sectores incluído a forma de interagir nos jogos “point and click” (lembro-me da famosa luta de espadas baseada em insultos verbais).
Vários jogos fenomenais foram lançados usando este sistema, mas The Secret of Monkey Island destaca-se pois foi aquele que mais qualidade e consenso apresentou, sendo dessa forma o que mais contribuiu para o tornar famoso.
4ª Etapa – Período de 1990 a 1995
Este periodo marca a entrada definitiva dos PCs na minha vida. Apesar do ATARI ST possuir um emulador de 286 e de ter vindo mais tarde a adquirir um portátil 386, o meu primeiro computador PC foi um Intel 486 DX 33 Mhz. Ainda neste período fiz o respectivo upgrade a essa máquina para um Intel DX2 66 Mhz e posteriormente um AMD DX4 100 Mhz. É por esse motivo uma época marcada pelos jogos MS-DOS.
A par dos jogos, esta época ficou também marcada pelo online, nas BBS’s e a minha participação na Fidonet onde fiz vários GRANDES amigos que ainda hoje mantenho, bem como pelo aparecimento da Internet e a introdução dos CD-ROMS.
Para esta época destaco os seguintes jogos:
WING COMMANDER – PC - 1990
A saga Wing Commander foi vivida por mim com grande intensidade, tendo dado origem a diversos jogos e tendo mesmo sido transposta para o cinema (num filme de péssima qualidade, mas isso é outra história). Desde a primeira versão que, como fan de ficção científica, fiquei vidrado no jogo, tendo jogado todos os jogos da série, incluindo as versões mais avançadas e lançadas posteriormente em CD ROM, com participação de actores como Mark Hammil, Malcolm McDowel e John Ryes-Davies. Um jogo que me marcou tremendamente nesta época e que, acreditem, compraria imediatamente caso saisse um novo episódio.
PRINCE OF PERSIA – PC - 1990
Prince of Persia foi o primeiro de muitos jogos de um “franchising” de sucesso. A versão inicial era um mero jogo de plataformas 2D, mas que impressionava pela qualidade e realismos das animações da personagem que para álem de serem e parecerem realmente semelhantes às humanas, apresentavam influências da inêrcia natural do movimento com tempos de paragem e arranque para corrida progressivos. Um grande jogo que ainda nos dias que correm move multidões de fans nas suas sucessivas versões (entretanto a 3D), e que viu recentemente um excelente filme baseado no seu tema.
4D SPORTS DRIVING – PC - 1990
Cronológicamente o jogo mais antigo desta época, sendo que os requisitos para o mesmo eram os de um mero 386 (só o joguei nesta altura pois antes não possuía PC). 4D Sports driving apresentava um mundo 3D completamente aberto onde vários carros poderiam efectuar acrobacias diversas nas pistas existentes. Mas o ponto forte do jogo era o seu editor de pistas que fornecia a liberdade criativa ao jogador, podendo este posteriormente partilhar as suas criações com os amigos.
WOLFENSTEIN – PC - 1992
Quando do seu lançamento, Wolfenstein espantou o mundo. Um universo 3D onde o jogador se movia livremente aos tiros em soldados alemães que se moviam igualmente de forma livre pelos cenários.
Passagens secretas, armas diversas e inimigos inteligentes eram algo nunca visto e que exigia uma máquina potente. O seu realismo era viciante, e a jogabilidade extrema prendiam milhares de jogadores em frente aos ecrãns de todo o mundo. Marcou o verdadeiro início do 3D, tal como o conhecemos, nos jogos de tiro. O jogo foi na altura proibido na Alemanha.
INDIANA JONES AND THE FATE OF ATLANTIS – PC - 1992
O SCUMM da Lucas Arts introduzido em the Maniac Mansion veria em Indiana Jones and the fate of Atlantis aquela que eu considero como uma das melhores aventuras gráficas de todos os tempos.
Apesar da qualidade inegável dos outros títulos anteriores desta série, The fate of Atlantis, com uma história fabulosa e que poderia efectivamente fazer parte da saga Indiana Jones, bem implementada e seguindo o espírito da série acaba por ser a melhor e mais original aventura de Indy nos computadores. Uma das aventuras gráficas que mais prazer me deu jogar e que ainda bem recentemente revivi.
DOOM – PC - 1993
Doom foi lançado pouco depois de Wonfenstein e era uma evolução desse jogo em todos os aspectos. Agora o jogo era verdadeiramente 3D, com zonas desniveladas o que não acontecia anteriormente em Wolfenstein onde todo o jogo se desenrolava ao mesmo nível. A história contava a invasão de uma base por forças vindas das profundezas do inferno, e foi o percursor de vários jogos da saga, todos eles prezando pela qualidade e pioneirismo a nível de inovações tecnológicas e de técnicas de programação. Pela sua revolução tecnológica foi um dos jogos mais marcantes de todas as épocas, e que sem dúvida merece um lugar em qualquer lista dos melhores jogos de sempre. Foi mais um dos jogos que teve direito a uma versão cinematográfica.
NASCAR – PC - 1994
Numa altura onde os jogos eram maioritáriamente em resoluções 320*200 e os objectos 3D com texturas de qualidade eram escassos, eis que aparece Nascar. Carros bem texturados e com desenhos personalizáveis criados pelo utilizador que corria de forma fluida a 640*480 num DX2 66 Mhz atraiu as atenções de muitos. Pelo menos esse foi o meu caso que não me cansava de ver os carros 3D a desfilar nas repetições existentes no final das corridas. Eis aqui um exemplo de um jogo que me marcou nesta época não pela extrema qualidade do jogo em si (e não pretendo aqui retirar mérito à que efectivamente existia), mas pela excelência técnica apresentada que era para a altura um regalo para os olhos. Curiosamente os restantes títulos desta saga não me suscitaram qualquer interesse.
NEED FOR SPEED – PC - 1994
Apesar dos gráficos serem agora completamente ultrapassados, quando do seu lançamento Need for Speed era um colosso. Grafismos 3D extremamente avançados para a época e com tremenda atenção ao pormenor (lembra-me de ficar pasmado ao ver as jantes rodar ao ritmo certo e a acompanhar a velocidade do carro). Foi um sucesso de vendas e deu origem a muitos mais jogos desta série, dai que tanto para mim, como para muitos outros jogadores, este lançamento tenha sido um marco importante e um nome a reter. Num DX4-100 era possivel jogar-se a 640*480 o que aumentava ainda mais o seu deslumbre visual.
UNDER A KILLING MOON – PC - 1994
Under a Killing Moon era assombroso para a época. Um jogo que só poderia ser realizado com a tecnologia oferecida pelo CD-ROM, pois misturava vídeo com objectos pseudo-3D. Efectivamente, e tomando como exemplo a imagem do lado, podiamos-nos mover livremente na sala, mas iríamos verificar que, com excepção de alguns objectos chave, os restantes mantinham a mesma face virada para nós, o que indicava a mistura de 3D com falso 3D (caso das personagens, dos objectos da secretária, etc). Fosse como fosse, o ambiente criado era algo nunca visto na altura e os resultados eram marcantes pois mostravam a capacidade de evolução que os videojogos poderiam vir a ter.
5ª Etapa – Período de 1995 a 2000
Apesar de esta etapa continuar marcada pelos PCs, algo de novo veio mudar radicalmente a qualidade visual dos jogos: a introdução das placas 3D. Estas placas revelaram-se uma das maiores revoluções introduzidas até ao momento, conseguindo-se grafismos com uma qualidade que até então não se sonhava sequer ser possível. É tambem a altura da implementação definitiva do Windows com a sua versão 95, do Direct X e da massificação dos CD-ROMS. Nesta fase os computadores que possuí foram um Intel Pentium 166 Mhz, um AMD K6-2 300 Mhz e um Intel Pentium III 500 Mhz.
Eis os jogos mais marcantes para este periodo de tempo e respectivos sistemas informáticos que possuí.
SCREAMER – PC – 1995
Este jogo possuía uns gráficos fenomenais e uma física e realismo de condução muito acima de tudo o que se fazia na altura. Apesar de suportar as placas 3D corria muito bem e com bons resultados visuais em qualquer placa. Era uma referência na altura como jogo de condução, até pela maneira fabulosa como suportava com resultados muito realistas os volantes existentes para PC, mas tornou-se pela excelência do seu motor gráfico um benchmark para avaliar as capacidades das diversas placas gráficas existentes. Apesar de que para muitos a frase que se segue não diz nada, todos aqueles que de certa forma partilharam este período comigo nas BBS e mais especificamente na FIDONET irão recordar a seguinte questão: “Quanto é que isso dá no setup do screamer?”
WARCRAFT II – TIDES OF DARKNESS – PC – 1995
A saga Warcraft nasceu em 1994 com ORCS & HUMANS, mas foi com Warcraft II que a série foi verdadeiramente reconhecida dadas as inovações introduzidas neste estilo de jogo de estratégia em tempo real iniciado com DUNE. Unidades terrestres, marítimas, aéreas com pontos fortes e fracos que eram explorados por outras unidades específicas, em quantidade e variedade, eram os seus pontos fortes. Warcraft II, mais do que Warcraft I ajudou a criar e a definir o universo Warcraft que viria posteriormente a tornar-se num franchising de grande sucesso.
FIFA 96 – PC – 1996
Quem não conhece a série Fifa? É um título que vende milhões de cópias todos os anos e dos melhores, se não mesmo o melhor, jogo de futebol existente. Fifa 96 marcou, para mim, o ponto de viragem ao tornar finalmente o titulo como realmente apetecível. Se até então a série já com duas edições tinha-me passado completamente ao lado, com Fifa 96 o nome passou a ser retido e tenho-o acompanhado desde então. O primeiro de uma série de jogos de excelente qualidade.
DUKE NUKEM – PC - 1996
Duke Nukem é um caso curioso da história dos videojogos. Um jogo 3D fabuloso, com boa história, bons gráficos, boa musica, etc. E o jogo fez sucesso, muito sucesso, mas curiosamente foi um jogo de um único título dado que nunca chegou a sair mais nenhum jogo da série do mesmo estilo (apesar de várias implementações diferentes tais como jogos de plataformas). Duke Nukem assemelhava-se em tudo a DOOM, mas em alguns aspectos era mesmo superior e com muito mais humor. Tinha tudo para ser um franchising de sucesso, mas nunca o foi. No entanto o único capítulo que existiu era tão bom que ainda hoje se anseia por um segundo jogo.
DIABLO – PC – 1996
Quem não conhece ou nunca jogou Diablo desconhece um dos melhores jogos de sempre. World of Warcraft (que eu me recuso a experimentar pelo vício que transmite e tempo que ocupa), actualmente o jogo mais jogado do mundo, e da mesma produtora, não faz mais do que expandir os conceitos iniciados em Diablo. E este ainda hoje é um colosso de jogo, fabuloso em todos os campos, e dos poucos RPG’s que até hoje adorei. Sinceramente, com a proximidade do lançamento de Diablo III vai ser difícil não o experimentar dado que Diablo I e II me viciaram tremendamente ficando desde então um apaixonado por este título. Vários tipos de personagem, níveis de experiencia, equipamentos variados, vários tipos de ataques (electricidade, água, gelo, fogo, etc), protecções específicas para os mesmos, etc, todos esses conceitos nasceram aqui.
COMMAND & CONQUER – RED ALERT – PC – 1996
Dune introduziu o estilo, mas Command & Conquer Red Alert (a segunda edição do título Command & Conquer) tornou-o famoso.
Melhorando tudo o que havia sido feito anteriormente, C&C Red Alert, apesar de não possuir a originalidade da criação do estilo, retirou o mesmo da mediocridade expandido em muito as opções possíveis, o número de unidades e o seu tipo e capacidade de interacção. Aproveitando muitas das ideias de Warcraft II, mas trazendo-as para um universo muito mais realista, tornou-se um sucesso imediato. Curiosamente ainda tenho este jogo instalado no meu portátil e jogo-o esporádicamente.
UNREAL – PC – 1998
Um colosso gráfico, Unreal mostrava as novas capacidades 3D do motor gráfico da Epic Games. Várias armas com interacção diferente, texturas de alta definição (para a época) e efeitos de luz sem paralelo tornaram este um nome a reter. E dizer que este jogo marcou uma época é dizer pouco pois o seu motor era de tal maneira bom e versátil que se tornou a escolha de preferência para grande parte dos titulos lançados neste periodo.
STARCRAFT – PC – 1998
Se alguma vez houve um jogo de estratégia em tempo real cativante e diferente, este foi Starcraft. O conceito inicialmente introduzido por Dune e que Command & Conquer tornou famoso era levado aqui ao extremo, com variedade de unidades e de raças que apresentavam uma jogabilidade RADICALMENTE diferente. Apesar das extremas diferenças e características das unidades das diversas espécies, tudo encaixava na perfeição existindo um equilíbrio perfeito que não tornavam nenhuma das espécies superior às outras mas mesmo assim criava preferências nos jogadores. Os humanos usavam armas pesadas, armaduras e naves e tanques blindados, os Zerg eram seres que não usavam qualquer tecnologia mas possuíam exo-esqueletos naturais e evoluções que lhes permitiam criar criaturas que eram autênticas máquinas de guerra, e os Protoss eram serem altamente evoluídos, com elevada tecnologia e poderes psíquicos e mentais extremos. Fabuloso!
Para gáudio de quem o jogou, a Blizzard, 12 anos depois, acabou de lançar em 2010 Starcraft II, um jogo que adorei, mas que já não me marcou como o original.
HALF LIFE – PC – 1998
HALF LIFE é um dos jogos mais conhecidos de todos aqueles que apreciam jogos de computadores. No entanto, apesar de já ter possuído várias versões, ainda é a sua primeira edição que é recordada com mais saudade. Não só introduziu a história, personagens e acontecimentos, como,na minha opinião, o explorou melhor do que qualquer outra das suas edições. Um jogo fabuloso, onde encarnando a personagem do cientista Gordon Freeman temos de escapar de uma instalação militar secreta onde uma experiência após ter corrido mal abre um portal para outro universo trazendo até cá diversas espécies alienígenas. Tecnologicamente e a nível da construção de jogo com toda a história, forma de desenvolvimento e integração do jogador no seu meio, o jogo foi revolucionário, superando tudo o que havia sido feito até então. E apesar de actualmente esta poder ser considerada fraca, a Inteligência Artificial dos inimigos era um verdadeiro colosso para a altura, deixando boquiabertos todos aqueles que jogavam. Um marco.
UNREAL TOURNAMENT – PC – 1999
Estou neste momento a falar daquele que durante muitos anos foi o meu jogo de eleição. Nunca outro jogo me roubou tantas horas como Unreal Tournament, e nunca nenhum me marcou tanto. Devo dezenas de conhecimentos/amizades a este jogo, bem como algum do melhor tempo passado online. Na realidade dediquei 3 anos a este jogo, jogando-o online em equipa e fazendo parte de um Clan denominado de Murderer Beasts. E a equipa que representava não era uma equipa qualquer mas sim uma das melhores de Portugal (nesta fase estávamos entre os cinco melhores). UT usava o mesmo motor de Unreal, devidamente melhorado e com uma componente online anteriormente inexistente. E que motor! Fabuloso a nível gráfico e com um online assombroso, este foi o jogo que colocou o motor Unreal Engine no topo das escolhas dos criadores de software.
QUAKE 3 ARENA – PC – 2000
Quake 3 arena foi lançado como alternativa a Unreal Tournament, tendo-se mesmo tornado o jogo de eleição para muitos. Para mim nunca chegou a atingir o patamar de UT pelo que nunca me dediquei da mesma forma a ele. A ausência da capacidade de desvio rápido existente em Unreal Tournament, para mim, tornava este jogo demasiadamente previsível. Da mesma forma as personagens maiores e mais pesadas impunham um ritmo mais lento do que o que UT me habituou. No entanto foram muitas as horas perdidas em LAN’s a jogar este jogo, que dessa forma garantiu igualmente um lugar na minha lista de favoritos para este período.
6ª Etapa – Período de 2000 a 2005
Finalmente a informática quebra a barreira do Ghz, subindo exponencialmente. As máquinas aumentam de potência e são acompanhadas pelas placas gráficas 3D, assistindo-se assim a jogos com qualidade gráfica e características nunca vistas até então. É também um período de estreia para mim no mundo das consolas, com a aquisição de uma Sony Playstation 2, que se viria a revelar capaz de sustentar de forma exclusiva alguns (a maioria) dos grandes jogos deste período.
Os meus PC’s para este período estiveram equipados com um AMD Athlon 1 Ghz, um AMD Athlon XP 2000+ e um AMD Athlon XP 2400+.
Eis aqueles que para mim foram os melhores jogos para estas máquinas no período de 2000 a 2005:
GRAND THEFT AUTO 3 – PS2 – 2001
Independentemente do autor desta lista, com toda a certeza Grand Theft Auto apareceria sempre como um dos melhores jogos de sempre. Pioneiro no seu género, na liberdade oferecida e na dimensão do mundo ao nosso dispor, este é um jogo de referência. Poderá ser discutivel se alguma outra versão posterior deveria estar aqui em vez de GTA 3, mas a realidade é que as inovações posteriores foram pequenas face ao que este jogo já apresentava. A liberdade de acções seria questionada moralmente por jornalistas e mesmo politicos, pela forma como a personagem rouba, bate e mata livremente e impunemente, mas sem esquecer que se trata de um jogo e apenas um jogo, GTA 3 inovou de forma inédita e merece um lugar na lista dos melhores jogos desta época, senão mesmo nos de sempre.
ICO – PS2 – 2001
A história é estranha e nem se percebe sem se ler os manuais, mas ICO é um caso sério dos videojogos. As personagens não falam, e o miúdo que controlamos possui cornos que não se sabe bem como ou porquê apareceram, mas a realidade é que, apesar destas situações estranhas o jogo cativa desde o primeiro minuto, e a amizade entre o rapaz e a rapariga é de tal forma evidente que a ternura da mesma não passa despercebida ao jogador. Tentando salvar-se a si mesmo o pequeno rapaz que controlamos põem em risco a sua vida para salvar a jovem moça que encontra. Ambos estão condenados a um destino trágico, mas o encontro dos dois vai alterar a realidade das coisas. Um jogo e uma história fenomenal!
CALL OF DUTY – PC – 2003
A primeira e segunda guerra mundial são talvez o tema mais usado para a criação de videojogos, mas Call of Duty destaca-se de todos os restantes titulos por a conseguir recrear como mais nenhum consegue.
Quando Call of Duty apareceu em 2003 foi uma verdadeira surpresa, conseguindo, como até então não havia sido feito, transmitir ao jogador o stress e a pressão da batalha, mesmo este sabendo que, ao contrário da vida real, poderia recomeçar de novo. Baseado em factos reais, Call of Duty permitiu viver de forma até então inédita, situações da guerra cujo dramatismo passa ligeiramente ao lado mesmo dos melhores documentários. Um colosso que deu origem a um franchising de sucesso e que acompanhei desde o lançamento deste primeiro título.
UNREAL TOURNAMENT 2004 – PC – 2004
Se UT99 está presente nesta lista, mais depressa estará UT 2004. Dado o sucesso do jogo original a EPIC resolveu lançar em 2003 uma nova versão, UT 2003, imediatamente seguida de UT 2004. UT 2004 era quase igual a UT 2003, apenas acrescentando veículos ao jogo (e assim nos privam de mais 60 euros).
Apesar de tal, foi com UT 2004 que o Clan onde jogava (Murderer Beasts) realmente se destacou. Tendo eu a iniciativa de criar uma equipa para o novo UT, esta atingiu o “estrelato” ao se tornar na melhor equipa Portuguesa e atingir um lugar no ranking mundial entre os 15 primeiros. O tempo que dediquei a UT 2004 foi bem menor do que o dedicado a UT 99, sendo que acabei por abandonar as competições por falta de tempo, mas UT 2004 ficará sempre relembrado como o apogeu da minha era online.
FAR CRY – PC – 2004
Com o poderio das placas gráficas a aumentar, os jogos que eram verdadeiras montras tecnológicas começaram a aparecer, e Far Cry foi dos que mais impressionou. Um grafismo fora de série num jogo passado no ambiente paradisíaco de uma ilha, com vegetação luxuriante, abundante vida animal, águas cristalinas e… monstros. Sim, monstros! A ilha está dominada por militares como ordens para abater tudo e todos, pois em experiências mal sucedidas os militares criaram monstros que acabaram por fugir e agora dominar a ilha. Desta forma, após um acidente de barco, aquilo que poderia ser uma ilha paradisíaca transforma-se num horror do qual há que conseguir escapar. Um autêntico show off num jogo que requeria uma máquina potente, mas que estava bem feito o suficiente para se adaptar a qualquer sistema onde corresse.
METAL GEAR SOLID 3 – SNAKE EATER – PS2 – 2004
A saga Metal Gear Solid é uma das minhas favoritas. E Snake Eater é o titulo que até ao momento mais me chamou a atenção. Os factores de destaque foram diversos passando pelo grafismo que muitos se recusariam a acreditar ser possível realizar numa PS2, e passando pelos pormenores que Metal Gear sempre acrescentou aos seus jogos. Alguns exemplos de pormenores notáveis e inesquecíveis passam pelas batalhas com os Bosses. Por exemplo “The End”, um dos bosses do jogo, é um velhinho que anda numa cadeira de rodas guardando-se para a batalha suprema com Solid Snake. E a batalha não é fácil, pois ele é um sniper que muda de posição constantemente e que teremos de descobrir antes de poder ripostar.
Mas há curiosidades no combate com este Boss. A primeira é que ele pode ser totalmente evitado, pois após uma CUT SCENE onde “The End” aparece na sua cadeira de rodas, quando retomamos o controle de Snake, vemos o velhinho a recolher para o interior de um edifício. Ora um tiro de sniper bem colocado evita imediatamente o combate. Mas mais ainda, durante o combate não podemos gravar, pois o carregar do save é tempo suficiente para que “The End” nos apareça por trás e nos mate. Para quem cometeu o erro de gravar durante a batalha no único save que tinha a solução é esperar uma semana desde a data da gravação para voltar a jogar, pois “The End”, velhinho e, nas suas ultimas forças irá morrer facilmente de fome e sede. Assombroso!
GRAN TURISMO 4 – PS2 – 2004
Apesar de sempre ter sido um fan de Gran Turismo, GT4 arrebatou-me completamente pela qualidade apresentada, superando claramente todas as edições anteriores. GT4 era, na altura do seu lançamento, e na minha modesta opinião, o melhor jogo de carros existente. E nessa época havia quem concordasse comigo, pois Jeremy Clarkson, do famoso programa TOP GEAR, e uma das poucas pessoas neste planeta que teve a oportunidade e conduzir todos ou quase todos os carros presentes no jogo, era da mesma opinião. Mas para alem de jogar, este jogo dava gosto pelas suas repetições ultra realistas. Um grande, grande jogo.
DOOM 3 – PC – 2004
Como já referi anteriormente, os titulos associados a DOOM sempre foram associados a grandes proezas tecnológicas. E Doom 3 era uma proeza no uso de luzes dinámicas e de pixel shaders. Pretendendo transmirir a ideia da invasão de seres vindos das profundezas do inferno numa base situada em Marte, a verdade é que o jogo conseguia mesmo transmitir um ambiente assustador e arrepiante com os seus jogos de luz e de sombras. Mais um grande jogo da ID que me merece destaque nesta lista.
SHADOW OF THE COLOSSUS – PS2 – 2005
Caso tivesse seguido com a ideia original de uma lista com apenas dez jogos, sendo esses os melhores de todos os tempos, tinha de reservar um lugar a Shadow Of The Colossus. Este é um jogo épico e que quem o jogou nunca esquecerá. Dos mesmos criadores e com um ambiente semelhante ao de ICO, desta vez controlamos um jovem rapaz que anseia salvar a sua amada das garras da morte, sendo-lhe incumbida a tarefa de matar nove colossos que habitam aquelas terras. Assim, na companhia de Agro, o seu fiel cavalo, vamos enfrentar 9 criaturas gigantescas em combates desiguais e que perdurarão para sempre na mente de quem os realizou. Este é merecidamente dos melhores jogos de sempre.
GOD OF WAR – PS2 – 2005
Nunca tendo sido um verdadeiro fan do estilo de jogos de esmagar os botões da consola de forma repetitiva, God of War surpreendeu-me pela sua qualidade extrema e história. Apesar da sua sequela, God Of War II ser ainda superior, decidi dar o lugar à primeira versão, pelo pioneirismo qualidade apresentados, pois foram elas que tornaram este jogo num título de sucesso. Os combates contra os bosses são fenomenais e originais e os cenários memoráveis, com a história baseada na celebre mitologia grega.
7ª Etapa – Período de 2005 à presente data (2010)
Finalmente a última etapa. O artigo revelou-se moroso de escrever e mesmo cansativo, sendo contudo compensador pelas memórias que relembrei durante a sua realização, ao reviver quase 30 anos da minha vida passados com computadores.
Esta é a era dos 64 bits e da massificação das consolas. Adquiri (e ainda as possuo e utilizo quase diariamente) as seguintes máquinas: AMD Athlon 64 3200+, Intel Core 2 Duo E6420 e Intel i7 920. Torna-se também a era do processamento paralelo, iniciado com o Dual Core E6420, mas levado ao extremo no i7 920, ao possuir 8 cores (4 reais + 4 Hyperthread), discos em Raid e duas placas gráficas em SLI.
No domínio das consolas é a era da Nintendo DS, Nintendo Wii, Xbox 360 e PS3. Curiosamente, apesar de possuir todas estas consolas, e apenas me faltando a PSP para fechar o ciclo, esta ultima não me atraiu minimamente, e como tal encontra-se fora dos projectos de aquisição.
Infelizmente há já outros factores que me começam a afastar cada vez mais dos videojogos, tais como as protecções idiotas usadas nos mesmos, em que após gastar 60 ou mais euros num jogo (actualmente há jogos a atingir os 200 euros) sou tratado como um imbecil e gatuno; com a instalação de softwares não solicitado nas minhas máquinas, limitando-me o uso dos mesmos com instalações limitadas, controlos de originalidade online, etc.
Mais ainda, são cada vez mais os jogos lançados para o mercado com falhas limitativas da sua jogabilidade que nunca são corrigidas, ou o são de forma deficiente, mas que nem por isso trazem um preço de custo inferior. Exemplo disso é o jogo Guitar Hero III, na versão Wii que, apesar de ser totalmente baseado em som e ostentar o logótipo DOLBY PRO LOGIC, saiu para a Europa com o áudio em MONO, um standard dos anos 70. Quando o liguei ao meu sistema DTS e confrontado com esta realidade, contactei o fornecedor que desconhecia o facto mas que, após investigação, reconheceu o problema revelando que não existiam planos para corrigir essa situação em Portugal dado que eu teria sido o único Português, apesar da venda de milhares de cópias, que reclamou do facto. Felizmente para mim, dado o barulho que gerei recebi uma versão corrigida do jogo, mas creio, acreditando no fornecedor, que sou o único Português que pagou (90 euros) pelo jogo original que a possui.
Eis os meus destaques para este período, e é curioso reparar que apesar de possuir uma XBOX 360, e de existirem muitos e bons jogos para ela, não existe, na minha opinião, nenhum jogo exclusivo para ela que se destaque verdadeiramente ao ponto de se justificar figurar aqui:
NEED FOR SPEED MOST WANTED – PC – 2005
NFS: Most Wanted foi, para mim, o pico da série Need For Speed. Uma banda sonora extraordinária acrescentava ainda mais emoção ao extraordinário ritmo do jogo. As perseguições policiais desde jogo são lendárias e visualmente assombrosas, com acidentes, colisões, explosões, etc. A acompanhar tudo isto temos uma história bem conseguida que nos leva a percorrer um sem número de provas para alcançar o topo de uma lista de “street racers”, acompanhada por intrigas e pressões policiais. Um jogo fabuloso, com uma cidade de dimensões impressionantes e bem modelada com gráficos de chorar por mais e dezenas de carros que podem sofrer alterações mecânicas e visuais das mais completas que se pode imaginar, mas que infelizmente marcou não só o topo, como o declínio da série, dado que os títulos posteriores foram de fraca qualidade e acabaram por alterar radicalmente o estilo de jogo.
WII SPORTS – WII – 2006
Com gráficos ultrapassados, uma pista áudio como já não se usa, Wii Sports choca os adeptos dos actuais jogos com grandes gráficos e som. Mas esperem até jogar! Wii Sports tem uma jogabilidade FABULOSA, FANTÁSTICA, ABISMAL, etc. Todos os adjectivos são poucos para conseguir definir a jogabilidade deste jogo, o que é conseguido graças ao uso do fabuloso comando Wiimote. Há poucos jogos na Wii capazes de impressionar, mas curiosamente Wii Sports que até vem com a consola é um desses títulos, e a Nintendo deve a maior parte das vendas da sua consola a este jogo. É curiosamente o estilo de jogo que atrai mesmo aqueles que não apreciam jogos de computador, e isso é um feito notável.
ASSASSINS CREED – PC – 2007
Alternando entre o presente e o passado, o jogo conta-nos a história de Desmond Miles um descendente de Altaïr Ibn la-Ahad (“Filho de ninguém”), um membro de um clan de assasinos que existiu em 1911 e que pretendia obter dos cavaleiros templários um objecto místico capaz de criar grandes ilusões. Com a ajuda de uma máquina capaz de descodificar a memória genética de Desmond, este vive na primeira pessoa as memórias do seu antepassado Altair. Com cidades medievais extremamente bem modeladas e onde o tráfego de pessoas pelas ruas é uma constante vendendo, passeando, conversando, etc, o jogo oferece um mundo aberto e livre onde a história se desenrola e onde assistiremos a tramas politicas diversas conforme vamos desvendando o verdadeiro objectivo que se encontra por trás da missão fornecida para matar 9 personagens influentes da época. Um colosso de jogo e que na minha modesta opinião não recebeu as notas a que verdadeiramente deveria ter direito e que foram dadas pela critica da especialidade.
Recentemente e já após a publicação original desta artigo, Assassins Creed 2 foi lançado, superando em todos os aspectos o seu antecessor. Não se pode por isso, apesar de não se pretender alterar o artigo original, referir isso aqui.
CALL OF DUTY MODERN WARFARE – PC – 2007
Apesar de Call of Duty ter já conquistado um lugar de destaque na minha lista de melhores jogos de sempre, quando se pensava que a série já tinha surpreendido tudo o que podia, eis que surge o quarto episódio desta série, desta vez acompanhado do sub-titulo Modern Warfare. E que jogão surgiu aqui. Ultrapassando tudo o que a série já tinha feito até então, este titulo foi um sucesso imediato de vendas e deu mesmo origem a um novo franchising separado dentro da série Call Of Duty. Um jogo fabuloso, com uma história fenomenalmente concebida contada, com sequências de acção fabulosas. As missões de sniper (na foto) são de uma qualidade extrema e destacam-se dentro do jogo já de si fabuloso, tornando-se memoráveis e inesquecíveis. Call of Duty Modern Warfare 1 (na foto) e 2 são títulos sem os quais ninguém deve passar.
LEGEND OF ZELDA: PHANTOM HOURGLASS – DS – 2007
Muitos poderão questionar o que faz um jogo para a Nintendo DS no meio dos melhores jogos de uma época marcada pela extrema qualidade gráfica e sonora.
Mas na realidade se esses fossem os únicos imperativos de escolha teríamos já eliminado Wii Sports desta lista. Felizmente não o são, e a jogabilidade e diversão, aquilo que verdadeiramente conta num jogo, foram os meus critérios, e dessa forma Legend of Zelda – Phantom Hourglass ganhou todo o direito a aqui estar.
Com uma história fabulosa ao nível do que de melhor a série Zelda sempre apresentou, e com uns gráficos invejáveis para uma Nintendo DS, Zelda prima pela qualidade. Mas felizmente prima mais factores, nomeadamente a interactividade e a forma como explora as capacidades da consola. Assim, iremos explorar ao máximo, e de uma forma única, características como o ecrã táctil, o microfone, o duplo ecrã e, imaginem lá, mesmo o facto de a consola abrir e fechar.
Legend of Zelda – Phantom Hourglass pode estar realizado num sistema tecnicamente inferior, mas as suas características únicas que só poderiam ser obtidas na DS tornam-no num título de referência, batendo outros jogos tecnicamente superiores realizados para outros sistemas. Quem tem uma DS é um jogo que deverá forçosamente experimentar.
Posteriormente Legend of Zelda: Spirit Tracks foi igualmente lançado para a Nintendo DS, e é um jogo que nada fica a dever a Phantom Hourglass. No entanto, pelo seu pioneirismo na consola, o primeiro título é o referido aqui.
CRYSIS – PC – 2007
Se existe jogo que é uma montra tecnológica daquilo que de melhor se faz a nível de grafismo, então Crysis é esse jogo. Trata-se de um jogo com uma qualidade altíssima em todos os aspectos, mas que graficamente é pura e simplesmente incomparável. Nada, mas mesmo nada no mercado atinge os patamares de excelência gráfica de Crysis. Felizmente sou possuidor de um sistema que me permite usufruir da qualidade máxima do grafismo que este jogo oferece, mas essa é uma situação que só recentemente foi possível pois o jogo é de tal forma exigente que, quando foi lançado era impossível manter-se uma performance gráfica aceitável com o grafismo no máximo. É um jogo que joguei, re-joguei, e estou ainda a jogar, desfrutando agora do melhor que o jogo tem para oferecer. Um COLOSSO!
LITTLE BIG PLANET – PS3 – 2008
Litle Big Planet é um caso curioso de um videojogo fabuloso baseado num estilo completamente ultrapassado. É que, efectivamente, Little Big Planet é um mero jogo de plataformas, mas possui uma qualidade tal que o torna fabuloso. O grafismo é perfeito, com pequenos bonecos de saco controláveis permanentemente ao pormenor, desde a movimentação dos braços à expressão facial, e com cenários fantasticamente bem conseguidos em cartão ou outros materiais vindo do mundo dos brinquedos. Acrescentando alguma profundidade, o jogo não se torna do estilo tradicional de plataformas 2D, mas antes um 3D limitado, até porque os objectos e personagens possuem profundidade e não são meros pedaços de papel (a paisagem da imagem é uma mera coincidência de um cenário de cartão). Concebido para ser jogado online e por vários jogadores em simultâneo, LBP é uma diversão permanente e um jogo que se destaca dos demais.
BATMAN ARKHAM ASYLUM – PC 360 – 2009
Arkham Asylum caiu literalmente do céu. Ninguém estava a contar que este título fosse tão bom como efectivamente se veio a comprovar. Um grafismo fora de série, com texturas de alta definição de qualidade extrema, uma jogabilidade fabulosa e aquela que é, na minha opinião, a melhor representação da personagem que Batman é suposto ser. Com Mark Hamill, o célebre Luke Skywalker no papel de Joker, o vilão principal do jogo, temos aqui uma obra de altíssima qualidade que é de jogar e no fim, de chorar por mais.
UNCHARTED 2 – PS3 – 2009
Dizer que Uncharted 2 tem melhores gráficos que Crysis é mentir. No entanto o seu grafismo é abismal e parece mentira afirmar que, ao contrário de Crysis que requer um sistema ultra potente com imensa RAM, Uncharted 2 foi criado para uma plataforma de menor capacidade e com apenas 512 MB de RAM. Se já Uncharted 1 era um grande jogo e dos melhores da PS3, Uncharted 2 consegue ser fabuloso em TODAS as vertentes que podem existir, tornando-se naquele que é, provavelmente, o melhor videojogo de sempre, para todos os formatos:
Banda sonora – Fabulosa √
Grafismo – Maravilhoso √
Jogabilidade – Lendária √
Acção – Prodigiosa √
História – Assombrosa √
etc etc (também se me estavam a acabar os sinónimos
).
Uncharted 2 está ao nível de uma obra-prima do cinema (e vai mesmo ser realizado um filme Uncharted), é um portento tecnológico e uma obra prima da programação, sendo a melhor montra que se poderia imaginar para demonstrar aquilo que a PS3 realmente é capaz de fazer quando programada de raiz para o seu hardware. A existir uma barreira que separa os jogos da actual geração dos jogos de próxima geração, então Uncharted 2 foi o primeiro a quebra-la e torna-se numa compra obrigatória para todos os fans de videojogos.
E cá está. A lista dos jogos que mais prazer me deram jogar. Estão muitos outros de fora e a escolha por vezes não foi fácil, apesar de necessária. Gostava de ouvir a opinião de outras pessoas que tenham vivido experiências semelhantes em todas ou apenas em algumas destas épocas, dai que fica a questão no ar: E para vocês, quais foram os vossos favoritos?
Nota: Este artigo possui algumas alterações face ao original publicado já em 2009. No entanto, tentou-se manter o espírito original, referindo-se apenas as novas versões que alguns destes jogos possuíram e que são merecedoras de destaque e/ou até substituiriam o jogo original, como é o caso de Assassins Creed II ou Legend of Zelda: Spirit Tracks. Apesar de tal, houve um grande jogo que ficou de fora, GOD OF WAR III. Infelizmente referir o mesmo, mantendo os 10 jogos por época pretendidos, obrigava a retirar algum dos jogos originais, o que não era minha intenção, até porque a saga já foi referida. Desta forma, fica só aqui a referência.

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Na altura li o post no This is your amiga Speaking, e em relação a lista ela é muito diferente da minha hipotética lista…
Apenas nos últimos temos alguns títulos semelhantes como o COD4 que é efectivamente um dos meus FPS favoritos. No entanto e com alguns jogos da Wii não percebo como te podes esquecer do Super Mario Galaxy que para mim é indiscutivelmente o melhor dos melhores nos últimos 10 anos!! E que tenho de te perguntar, não o jogaste ????
De resto e falando dos exclusivos da Xbox360 talvez o Gears of War seja mesmo o melhor.
Vou ver se qualuqer dia faço a minha lista….
Ora viva Nasp
Naturalmente que acredito que as diferenças numa lista tua seriam muitas. Como eu digo no artigo tive dificuldade em escolher 10 jogos para cada período e vais ver que, se um dia fizeres uma lista igualmente limitada te vais deparar com o mesmo problema e a teres de excluir jogos que não querias.
Mas gostos há muitos, e estilos de jogo também. Se eu fosse fanático por RPG’s de certeza que tudo isto mudava, por isso como compreendes, há diferenças de pessoa para pessoa, apesar que acredito que o núcleo não divergisse muito.
O Super Mário Galaxy é um jogo relativamento ao qual cometi uma injustiça. Mas é justificada! Como o artigo explicita, possuo várias consolas, mas a Wii é um caso à parte. A Wii é a única consola que eu tenho e que, simultâneamente não tenho. E isto porque foi adoptada pela família e amigos como consola de estimação
Quer isto dizer que se tenho todas as minhas consolas numa sala própria, a Wii, essa foi para a sala de estar. As consequências são a fraca disponibilidade para uso da mesma (o televisor da sala está sempre ocupado com qualquer coisa), e só raras abertura na ocupação do televisor me permitem jogar. E depois a minha esposa que detesta jogos de computador, até ela simpatiza com a Wii, e quando a vê ligada ou quer o Wii Sports ou o Wii Fitness
O Super Mário Galaxy é porreiro, mas no meu caso sofreu por estes factos. Dai não aparecer… Mas pessoalmente reconheço-lhe esses méritos, só que não tive verdadeiramente a possibilidade de os desfrutar.
Gears of War é um bom jogo, e dos melhores da Xbox. A série Halo também me fascina. Mas no entanto, não as considero como superiores aos jogos que aqui referi, daí não as incluir.
Gears of War foi o primeiro grande jogo dessa geração de consoles e estaria na minha lista com certeza. Provavelmente no lugar de Assassins Creed.