Retomando o nosso artigo
A medida não podia ser mais polémica, mas é real. A Intel, nos seus novos CPU’s série Sandy Bridge implementou um sistema que a empresa denomina de Anti-Roubo, e que permite bloquear o processador remotamente.
Mas se pensam que basta não o ligar à internet, estão enganados, o sistema implementado permite desactivar o processador remotamente usando a rede 3G (NOTA: apesar de a notícia original referir uma rede 3G, acreditamos que qualquer sinal GSM será suficiente, pois não há nada que se possa fazer numa rede 3G que não possa ser igualmente feito numa rede GSM normal, onde o que muda é apenas a velocidade de transferência, mas os dados podem ser igualmente transmitidos).
Naturalmente que esta medida é anunciada como sendo uma defesa do utilizador, que pode assim bloquear o seu processador remotamente em caso de roubo.
Mas a verdade é que esta medida traz água no bico: Para começar, e apesar do interesse que se possa ter em negar o acesso ao computador ao assaltante, a verdade é que essa situação acaba por não ser uma real defesa do consumidor, mas mais uma chatice para o assaltante.
Efectivamente, se o assaltante queria era o computador, este agora terá de ir roubar outro, ou arranjar maneira de o desbloquear, pois com certeza que se realmente foi essa a intenção da Intel, haverá maneira de repor o normal funcionamento do processador caso este seja recuperado.
Mas se o interesse era aceder a dados que lá estavam, de que serve bloquear o processador quando basta remover o disco e inserir em outro sistema?
Se a intel pretendia mesmo defender os seus clientes contra roubo, porque não incluir algo mais avançado, como por exemplo a localização do processador baseada não em sinal GPS (que obrigaria a um sistema adicional), mas baseada na triangulação das antenas da rede GSM, como fazem a maior parte dos telemóveis enquanto não captam sinal GPS (afinal há ou não um receptor GSM no processador? A inclusão de um emissor não ficaria muito mais cara, ou ficava?)
Mas há mais que se diga a este sistema, pois a simples existência do mesmo poderá causar ataques de hackers a sistemas, bloqueando-os remotamente.
A verdade é que quem anda atento às notícias sabe que já se falou no Wikileaks sobre a pressão do Governo Americano para ter acesso a “backdoors” de sistemas remotos. Não será isto uma forma de permitir que de forma remota e sempre que lhe apeteça, os EUA poderem desligar remotamente todos os sistemas que lhes apeteçam?
Pessoalmente este é o tipo de coisa que não gostaria de ter em casa, pois não me garante recuperação nenhuma e pelo contrário pode dar é chatices das grossas.
Acréscimo a 23/12/2010, 10:15m - Como prova que há grandes interesses por trás de tudo isto, estes produtos, inicialmente previstos serem apresentados na CES 2011, foram já colocados à venda em alguns locais sem grande alarido e sem qualquer informação ao consumidor. No entanto estes processadores são facilmente identificados pelo facto de possuírem 4 dígitos à frente do seu nome, neste caso o termo i5. As motherboards conhecidas para eles e que já foram disponibilizadas incluem as Asus da série P8P67 que deverão ser igualmente de evitar para quem não lhe agradar esta situação.















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