Retomando o nosso artigo
O jogo Resident Evil: The Mercenaries 3D para a consola portátil Nintendo 3DS traz consigo uma surpresa verdadeiramente “evil” (má) para quem der 50€ por ele. Por incrível que pareça, o jogo só pode ser jogado do zero uma só vez.
O jogo apenas dispõe de um “save file”, gravado internamente no cartucho conforme se vai avançando no jogo, e que não pode ser apagado ou reiniciado. O que constitui um problema visto que grande parte da piada do jogo é ir desbloqueando missões, personagens, uniformes, armas, habilidades, medalhas, etc.
Se tiverem por exemplo um irmão que queira jogar em simultâneo, ele não pode ter o seu próprio save game, com o seu próprio progresso. O que ele desbloquear, ficará disponível para sempre e para todos os que jogarem com o mesmo cartucho. E depois de tudo desbloqueado, foi-se a piada.
Se quiserem oferecer, emprestar ou vender o jogo a um irmão ou amigo, ele terá já todas as personagens, com as habilidades, armas, etc, desbloqueadas por vocês, e os vossos resultados em cada missão. O único desafio será bater os vossos tempos…
Quem quiser jogar do zero, escolhendo por exemplo diferentes habilidades (q são 30 com 3 níveis cada) para cada personagem, vai ter de dar os 50€ por um cartucho novo! Sim, a CAPCOM pretende que se pague 50€ por isto! É o preço anunciado pela FNAC. Claro que, como habitualmente, pode ser adquirido mais barato nos sites ingleses.)
Se quiserem vender o RE: The Mercenaries 3D numa loja que aceite usados, preparem-se para que o valor oferecido seja baixo apesar de ser um título recente. Lá fora há notícias de ofertas de 25%, mas variável conforme o jogo estiver mais ou menos completo. Será de contar com o mesmo cá em Portugal. É de esperar também problemas no caso de alguém comprar, jogar um pouco e quiser devolver por falta de satisfação. Uma cadeia de lojas da Austrália até retirou o jogo das prateleiras por não poder aplicar a política usual de devolução em 7 dias.
Quem não estiver previamente informado arrisca-se a ser apanhado de surpresa. A caixa do jogo, pelo menos no Japão e EUA, não contém qualquer advertência. O único aviso está no manual. Aquele livreto que quase ninguém lê, e que só pode ser visto após a compra.

O alvo deste sistema parece ser precisamente o mercado de jogos usados. Já algumas editoras se manifestaram dizendo que “perdem” mais vendas para o mercado de usados do que com a pirataria. A EA Sports já tem um sistema em que para jogar online é preciso um código que só pode ser usado por um utilizador e é intransmissível. Quem comprar o jogo em segunda mão, tem de comprar novo código para poder jogar online.
A CAPCOM nega que tenha sido a pensar no mercado secundário que o RE: The Mercenaries 3D
foi feito assim. Mas também não diz qual é o motivo. Limitação técnica não parece ser, já que outros jogos como o Zelda da própria Nintendo não sofrem deste problema.
O nosso concelho é: não comprem. Deixem este jogo apanhar pó nas prateleiras até a CAPCOM aprender a licção. Se baixarem o preço para 20€ talvez já valha a pena.













———- Siga-nos no facebook ———-
————- Siga o nosso feed ————-
————- Siga-nos no twitter ————-
Últimos Comentários