Retomando o nosso artigo
A “Cloud”… Mais uma vez a “cloud”… Há amigos meus que são fanáticos defensores da “cloud”, mas que raio é a “cloud”?
O termo “Cloud” surge associado à prestação de serviços pela internet, sejam eles de infra-estrutura, armazenamento ou de fornecimento de software.
E é baseado nesse conceito que a Microsoft pretende colocar o seu Windows 8 a funcionar, isto numa perspectiva de que tal permitirá melhor controlo da pirataria e mesmo dos updates.
Quer isso dizer que, pela ideia da Microsoft, o Windows 8 não se encontrará na sua totalidade nos nossos computadores, sendo que é necessário o sincronismo de alguns ficheiros do Kernel com os servidores da microsoft, o que obriga a um constante acesso a estes para que o software possa ser instalado ou mesmo funcionar. Pelo menos é isso que a microsoft pretende
Esta situação não se entende bem na defesa do consumidor, mas sim na defesa do interesse de terceiros, como produtores de software, até porque há que entender que o mundo não é os estados unidos, e que muitas e muitas empresas não possuem ligações à internet, e as que as possuem nem sempre são locais e são extremamente controladas quer no uso, quer no tráfego.
O que fazer então quando estivermos sem internet? Pára a empresa? E se os servidores da microsoft tiverem um problema ou forem alvo de um ataque de Denial Of Service como é frequente acontecer? O que acontece aí? Pára o mundo todo?
E para aquelas pequenas empresas que não tem internet e/ou aquelas situadas em localidades onde os serviços de internet são fracos e/ou inexistentes? E os utilizadores que não possuem internet não podem ter este OS? E as quebras de serviço ou problemas com a rede levam a que?
Bem, este método de funcionamento é perfeitamente lógico e coerente se a Microsoft instalar infra-estruturas e fornecer internet gratuita a toda a gente, pois caso contrário só entendo isto como um grande tiro no pé… e com uma caçadeira de canos serrados.
É que eu fico completamente doido quando não tenho internet e me sento no computador apercebendo-me que a única coisa que posso fazer é jogar um joguinho, o que irá acontecer se nem isso puder fazer.
Há quem concorde com esta medida? Aceitarão um windows assim? Agradece-se opiniões.














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É claro que um sistema como descreves seria praticamente inconcebivel. É verdade que por exemplo o Chrome OS da Google vai ser inteiramente dependente da “núvem”, mas é destinado (para já) a netbooks e afins. Fazer um Windows que precise de ligação há internet para arrancar ou funcionar era de facto um GRANDE tiro no pé.
Pelo que li a intenção da Microsoft é que alguns ficheiros do kernel sejam permanentemente sincronizados com os existentes nos servidores deles, permitindo-lhes fazer upgrades directos nas máquinas dos utilizadores, sem sequer obrigar a reiniciar. Mas no caso de não haver ligação à net é usado um backup local desses ficheiros.
Ora se o objectivo é usar isto como medida anti-pirataria, acho que vai cair rapidamente por aqui. Não demorará muito até que alguém encontre forma de forçar sempre a utilização da cópia local em detrimento da “núvem”. Ou forçar a sincronização com um outro servidor qualquer… ou até através de um proxy local.